Mirandópolis meu amor

Foi com muita emoção que li aqui alguns depoimentos sobre o bairro de Mirandopólis. Esse lugar que chamo de abençoado e que amo de paixão. Aqui nasci, cresci e aqui ainda estou e não pretendo sair.

Muitas coisas mudaram no bairro, algumas para melhor outras para pior, mas esse bairro querido continua sendo um oásis dentro dessa cidade louca.

Contar a minha história é repetir o que outras pessoas já escreveram, mas isso é inevitável, porque são tantos lugares e pessoas que fazem parte da história de todos nós.

Como muitos aqui, estudei no Colégio Rui Bloem, que já na década de 1970 era considerado modelo. Hoje leio muito sobre o Rui Bloem na mídia, quando saem os resultados do ENEM e outras pautas relacionadas à educação, mas ele mudou.

O colégio atualmente abriga alunos de várias regiões da cidade e não somente do nosso bairro. Mas é com saudades que me lembro das figuras impares daquele Rui Bloem, começando pelo Diretor Professor Mário, a Professora. Benvinda que nós maldosamente chamávamos de Malvinda, do Professor Jairo e de uma professora de francês que eu adorava e da qual me esqueci o nome.

Lembro-me ainda do Jaime (o guarda que ficava na porta), do Seu Valdomiro, da professora de artes (cujo nome não me lembro) que tinha uma filha que era aluna, da Professora. De inglês que todos adoravam, de uma professora de desenho que tinha um nome estranho.

Tanta gente! Alguns ainda estão aqui, alguns se foram.

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