Em meados de 1972 vim para São Paulo a convite de minha irmã querida Zefa, na época ela havia ganhado uma linda menina, a fofíssima Célia, e precisava trabalhar, enquanto eu tomava conta da pequena.
Era muito frio naquela década, ainda sim eu aguentava sem reclamar, pois eu havia ganhado uma blusa que chamávamos de Japona, e de tão orgulhoso que eu estava, não sentia o quão ridícula era aquela roupa, mais… Bom, estava na moda, aliás, foi comprada na feira de quinta-feira, da Rua Irmãos Wraits, hoje Liliental.
Era muito bom, era tão bom que morávamos em seis pessoas em um único quarto, em uma viela apertada e lamacenta um pouco antes da Bom Jesus da Cachoeira.
A minha irmã me dava muitas alegrias como, visitar quase todos os finais de semana o parque da Luz, meu Deus era um luxo, o meu cunhado Sebastião trabalhava em uma empresa de tecidos na Vila Guilherme, se não me engano Tranaza, ele trazia belos retalhos de tecido, que nos deixavam maravilhados.
Foi uma época muito difícil, porém muito inocente, onde não havia tanta maldade, onde assistíamos à Vila Sésamo em uma minúscula televisão preto e branco da marca Vozzo, da qual o seletor somente girava para um único lado, e parava da TV Tupi e Globo, a novela da época era Cavalo de aço e Selva de pedra.
Bom, finalizo com os agradecimentos à minha querida irmã e meu cunhado Sebastião, pois eles foram muito bons e verdadeiros, me ensinaram o caminho do bem, onde trilho até hoje e exemplifico aos meus dois filhos, Bruno e Erik.
A minha irmã querida, e meu cunhado só tenho a dizer muito obrigado, eu os amo muito. E muito obrigado a esta linda metrópole São Paulo, por me acolher até hoje. Progresso Sampa!
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