Louca aventura

Sempre fui fã do Roberto Carlos. Quando ele ganhou, em 1968, o Festival de San Remo com Canzone Per Te, de Sergio Endrigo, ele era esperado por milhares de fãs em Congonhas.
Estava mortinha de vontade de vê-lo de perto. Tinha 18 anos na época e não sabia andar sozinha em São Paulo (caipira do interior) e pedi ao meu irmão para me acompanhar até lá.
O aeroporto estava repleto de fãs e só podíamos ficar esperando pelo avião na parte superior. Só que era tanta gente, tanta gente que não me contentei em ficar espiando por entre braços.
Descemos no térreo e tentamos entrar na pista. Impossível. Muitos seguranças estavam nos portões.
Impaciente e louca para vê-lo mais próximo, fui andando com meu irmão até encontrarmos uma escada. Descemos sorrateiramente por ela e quando vimos, estavamos na pista! Puxa… que aventura. Lá estavam jornalistas, fotógrafos e outras autoridades que não me lembro. Só sei que vi o Roberto mais de perto e isso, pra mim, foi uma louca aventura.
Me lembrei desse fato, lendo uma história do Turan Bei.
Depois de muitos anos, 1986 mais ou menos, costumava levar meu filho pra ver aviões. Os olhinhos dele brilhavam vendo os aviões chegando, partindo… Ele teve de esperar muitos anos pra voar comigo e foi uma grande alegria pra ele.
Pois é, Turan. Você me fez escrever a primeira história. Vamos ver se me animo e continuo.
Agora vou continuar lendo as suas e de outras pessoas.
Estou adorando esse espaço que esse site nos oferece.
Vou divulgar.