Procurando um pouco mais da historia de Santana e do meu prédio que creio ter uns 60 anos (adoro imóveis antigos), deparei-me com lindas narrativas que gente saudosista, que como eu, deseja mostrar a todos que o que foi bom deve ser preservado para não perdermos nossa referência…
Viajei… Num tempo em que os "quarentinhas de hoje" se regalavam nas ruas de lazer aos domingos, nas noites de verão em que os siriris voavam nas poucas lâmpadas que iluminavam as ruas, e agente brincava de passa anel, mãe da rua, beijo abraço aperto de mão. Nossa deu saudade dos amigos!
Nasci numa ladeira da Vila Éde, ainda sem asfalto, de barro, toda esburacada. Era a felicidade da molecada quando se rompia algum encanamento, onde agente tomava banho de chuva, jogava queimada na rua e sempre tinha uma vizinha que brava pelo barulho e anarquia da criançada furava ou confiscava as bolas. Campinhos de futebol também não faltavam e penso como hoje mora tanta gente nos condomínios em terrenos que julgávamos nossos!
Sempre que minha mãe ia ter um bebê ou era férias da escola eu ficava em casa de alguma tia e curtia estar com os primos mais velhos, com violões e desenhos. Na Parada Inglesa ou Vila Izolina, atravessando o que hoje é a Avenida Nova, indo ao Clube Jardim São Paulo, passando por ruas largas, cheias de árvores, tomando Tubaína num bar, que delícia!
Falando em escola, que era coisa séria e a gente tinha o maior compromisso em passar para ganhar presente de Natal, então nos esforçávamos nos estudos, quer na Escola Municipal de Vila Munhoz ou no Pedro Costa ou Gonçalves Dias.
Ser adolescente na região era freqüentar as festas juninas e quermesses da Igreja Jesus no Horto das Oliveiras, a música se difundia por ruas adiante convidando todos a sonhar.
A quem interessaria essas histórias? A todos aqueles que amam a vida e relembrar cada momento vivido é maravilhoso.
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