Edifício Joelma

No dia 1º de fevereiro de 1974 às 6h00 da manhã meu pai saiu de casa para trabalhar. Eu tinha apenas um ano e sete meses. Mal sabia eu que seria a última vez que eu o via junto de minha mãe e meus dois irmãos.
Desejou-nos bom dia e seguiu o seu caminho que já estava traçado por Deus.

Foi quando minha mãe lavando roupa com o rádio ligado ouviu uma notícia que nunca queria ter ouvido. Às 8h45 da manhã a rádio Capital deu a seguinte notícia, “um incêndio devastador esta consumindo o prédio Joelma”.

Imagino até hoje como ficou minha mãe com três filhos para criar, ao receber uma notícia como aquela. Seu marido também estava lá, sendo consumido pelo fogo. E o pior! No dia do ocorrido era folga dele que para atender a um pedido de seu amigo, trocou o seu plantão. Ele se foi!!!

Hoje ele, “teria”, tem oito netos e três noras. Minha mãe, que também já se “foi” para ficar junto dele, sempre foi e será a minha eterna guerreira. Um dia vamos nos encontrar e então poderei dizer o quanto eu vos amo. Pois não tive tempo para dizer.

-E você que esta lendo este pequeno resumo, olhe para seu companheiro (a) e seus filhos e diga enquanto há tempo o quanto você os ama! Diga eu te amoooooooooo!!! Nunca vos abandonarei.

– ha? O nome dele Antonio Martins Oliveira e o dela, Guerreira.

Se alguém que ler este resumo tiver trabalhado ou conhecido meus pais e puder me dá alguma informação, será muito bem vinda! Obrigado.

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