Final dos anos 50, meu pai, então garoto de 10 anos, ia infalivelmente todas as manhãs de domingo, com o pai dele, aos jogos de futebol varzeano, do tradicional time Olimpicus do Paraíso. O campo, de terra, ficava na então confluência das ruas Tomás Carvalhal e Coronel Oscar Porto – onde hoje é nada menos que a Av. 23 de Maio!<br><br>O lado da Tomás Carvalhal era um grande barranco, segundo diz meu pai, de onde se avistava longe. Como à época poucos eram os prédios altos, ele via, por exemplo, a torre da igreja de Moema, casinhas que se perdiam no horizonte, bem além do Parque do Ibirapuera e, mais, os aviões pousando e decolando da cabeceira do "xadrez" do Aeroporto!<br><br>E, naquelas manhãs calmas de domingo, chegava a ouvir, trazido pelo vento, o barulho dos bondes que, a mais de um quilômetro do campo de futebol, rangiam nos trilhos, descendo a Av. Rodrigues Alves, em direção a Santo Amaro.<br><br>Hoje, do mesmo lugar, não se veriam os prédios que se situam um após o outro, tão apinhados; e não se ouviria mais que o ensurdecedor barulho dos carros, na Av. 23 de Maio!<br><br>e-mail do autor: [email protected]