Despedida de solteiro: se beber, não dirija

Meu amigo Jorge que mora em Pinheiros foi a uma festa de despedida de solteiro em uma chácara em Pederneiras, de propriedade de um amigo nosso, o Alemão. A galera toda lá. Muita cerveja, uísque, vinho. A noite prometia. Galera animada.

Lá pelas tantas, nem sei que horas, o Jorge, já chumbado, resolveu voltar para casa e por machismo não aceitou entregar o volante para que alguém, sóbrio, pudesse conduzir o veiculo com devida segurança. E então já na rodovia ele avistou algo que hoje em dia se tornou o terror dos festeiros imprudentes.

Uma blitz!

A primeira coisa que ele fez mesmo embriagado foi rezar para tudo quanto era santo. Principalmente para o Santo que ele normalmente costuma dividir seus aperitivos. Mas…De nada adiantou ele foi o sorteado.

De cara, ao parar, quase atropelou o guarda. Tava ruim.

Aí o pesadelo aumentou. Ele ouviu aquilo o que qualquer bebado teme:

– Desça do carro. Vamos fazer o teste do bafômetro!

Jorge desceu do carro (quase não conseguindo), pensando "estou frito", quando, ao que parece, os santos resolveram atender o seu pedido. Um caminhão bate na outra pista e espalha toda a sua carga, interrompendo a blitz.

Os guardas imediatamente interromperam a ação e falaram:

– Vá embora, nós vamos socorrer aquele acidente!

Jorge, mais que depressa (ou pelo menos tentando), entrou no carro e fui embora.

Feliz da vida. Deu partida no carro pensando hoje é meu dia de sorte. Chegou em casa, largou o carro na garagem, e após agradecer aos santos pelo dia de sorte, dormiu com a roupa da festa no corpo.

Dormiu direto e feliz com a impunidade vivida. Por muito pouco mesmo, ele escapou de uma fria. Prisão, fiança, perda da habilitação, etc.

No outro dia, sua mãe o acordou às 7 da manhã perguntando:

– Filho, de quem é aquela viatura da polícia estacionada dentro da nossa garagem?

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