Capitão Sete – O herói de minha infância

Ah! Como me lembro dele.

Apesar de ter começado sua carreira em 1954, um ano após meu nascimento, minha recordação me reporta aos meus cinco anos. Ele surge com seu uniforme impecável e atômico, voando, trazendo na bagagem um super homem. Contava a história de um garoto que havia sido levado ao sétimo planeta e voltado com super poderes.

Cara, o nosso super era do barulho, tinha a capacidade de enfrentar todo o tipo de bandido, tanto da Terra, do espaço sideral, e até do subterrâneo, e se escondia na pele de um químico; tinha uma namorada, que não me lembro muito bem, parece-me que se chamava Silvana, que era interpretada por ninguém mais do que Idalina de Oliveira, lembram?

Seu nome, Capitão Sete, foi por causa da TV Record, em que iniciou seus primeiros programas ao vivo e, posteriormente, teve seus seriados em forma de filmes.

Sabe, eu tive o privilégio de quando criança apertar sua mão, ganhar um abraço, pois o Capitão Sete ficou amigo de meu pai, quando montou uma loja de fantasias na Mooca, bem em frente a Escola Oswaldo Cruz, onde iniciei meus estudos na cartilha Caminho Suave.

Pois é, amigo herói, você lutou tanto por injustiças, por causas nobres, que não se fez esquecido.

Por volta do ano 2000, fui visitar um imóvel à venda no bairro do Brooklin Paulista; uma casa, que há anos atrás deveria ter sido linda, mas hoje ainda guardava alguns de seus encantos. E qual foi a minha surpresa!!! Lá estava ele, o meu herói, aquele que embalou os sonhos de minha infância, o super dos supers, o Capitão Sete. Gente que dor… sentado em uma cadeira de rodas, quase sem saber o que se passava ao seu redor, o meu herói hoje lutava com uma outra super: a vida.

Ayres Campos faleceu em junho de 2003, e com ele o nosso eterno e primeiro super-herói brasileiro. Agora, aqui vai, meu grande amigo, o teu hino e as minhas sinceras homenagens a você, criador de alguns atos de muitos sonhos de crianças, que hoje fazem parte do início da melhor idade.

Chegou o Capitão Sete
Pra defender o bem
Chegou o Capitão Sete
Valente como ninguém.

Vim pra defender a justiça
E a liberdade
O mal não pode vencer o trabalho e a honestidade.

Agora é a hora do nosso herói chegar
Capitão Sete vem aí
Valente como ele
Eu nunca vi.

Vim para defender a justiça e a liberdade, o mal não pode vencer o trabalho e a honestidade.

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