Nossa, parece que foi ontem, mas já se passaram tantos anos! Eu com dezesseis aninhos (hoje, 54), no Cine Candelária, na estréia de Let It Be, dos Beatles. Quase nem acreditava: ia ver meus ídolos no cinema, mal podia esperar o domingo chegar!
Pronto, o grande dia. Toda turma do colégio, Paulo Egydio, minhas primas Betinha e Eliane e eu naquela fila enorme em frente ao cine. As portas se abrem e lá vamos nós, aglomerando-nos para pegar o lugar no gargarejo e ver de perto meu lindo Paul.
E daí vai sessão corrida: das 8h00 às 10h00, a próxima das 10h00 às 12h00, e assim foi até às 22h00. Nós lá, amarelas de fome – sim, porque o filme acabava e ninguém saía do lugar; pagar de novo, nem pensar! Dinheirinho é coisa difícil, hein! O filme já sabíamos de cor.
Nossa, que máximo! Quem estava lá? O Fernando Biancalana. Meu Deus, logo ele! Eu era apaixonada pelo garoto. E assim se passava o domingo.
Na segunda era aquele comentário na escola. Que delícia. Hoje lembro com saudades das tardes de domingo, como diz na música de Roberto Carlos, “Jovens tardes de domingo”.
Quantas saudades da minha Vila Maria querida. Queria muito que minhas amigas daquela época se manifestassem: a Denise, a Ângela, a Catarina Guadalupe. Tenho pena de meus filhos, que não viveram uma época tão gostosa dos bailes de formatura, de onde voltávamos pela manhã pegando o pão que a carrocinha deixava em cima dos registros de água, e tomando os leites que eram deixados aos litros de vidro pelos leiteiros – era nossa grande aventura.
Quanta inocência. Ninguém sabia o que era craque, nem maconha, nem êxtase, nada. Uma juventude sadia, saudável, que amava os Beatles e os Rolling Stones. Enfim, cada um na sua época.
A minha foi linda. Minha adolescência saudável. Me casei pura e casta na igreja da Candelária, em 30 de junho de 1973. Meu casamento durou dez anos, mas valeu a pena. Tudo vale a pena.
E adorei conhecer este site e reviver meus anos dourados. Não têm coisas tão interessantes aos olhos de outros, mas em minha lembrança são coisas inesquecíveis, que vivi para nunca mais esquecer.
Se quiserem fazer um comentário, com todo prazer receberei qualquer crítica ou elogio. Participe e escreva você também sua história. Tomara que tenha sido tão feliz quanto eu fui.
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