O Romão Puiggari foi meu único colégio. Estudei na escola desde o primário até o ginásio.
No ano de 1964 comecei a freqüentar o primeiro ano primário; minha professora era Dona Maria Aparecida – diga-se de passagem, muito enérgica.
A escola pública da época era muito boa, pois eu ainda participava do coral, da banda, chegando a me apresentar com oito anos de idade no Cine Piratininga, fazendo com que me enchesse de orgulho.
No mesmo ano, recebi do então governador do estado, o Sr. Abreu Sodré, um livro, pois houve uma festa na escola e eu desfilei na passarela e ganhei como miss simpatia.
Eu fazia tudo com alegria, pois adorava a escola. Quantas vezes me peguei olhando os bancos de madeira já surrados pelo tempo e pensava: “Quantas crianças já não andaram por aqui, já estiveram aqui”.
Depois estudei no ginásio, período da tarde. Quantas saudades dos professores Arnaldo, de Geografia, Jose Antonio, de Ciências. Tempo bom, de muita alegria. As amizades, as paqueras, o primeiro amor… Na época não havia os perigos de hoje, acredito que éramos mais inocentes, a vida fluía com tranqüilidade.
Depois passei a estudar à noite. O colégio mudava de nome; era conhecido como Colégio Anne Frank. Na época, fiz grandes amizades.
Hoje quando passo em frente a ele tenho saudades de um tempo tão bom; parece que sinto o clima, tudo muda – acho que até meu semblante se modifica. Me pego sorrindo de profunda alegria e nostalgia, que até os dias de hoje acalantam meu coração.
Agradeço por ter a oportunidade de colocar para fora meus sentimentos.
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