Falando em Freguesia do ó, me veio a lembrança de dois homens maravilhosos que muito fizeram pelo bairro. Um deles foi muito famoso no bairro na década de 1950, pois o mesmo era cabo eleitoral do PSP de Adhemar de Barros. Seu nome: Joaquim Fernandes, um português que era admirado por uns e odiado por outros.
Seu Joaquim, como era conhecido, passou grande parte de sua vida trabalhando para melhoria do bairro e conseguindo favores para os seus moradores carentes. Cesta básica da LBA? Fale com o Joaquim Fernandes. Internação gratuita em hospitais? Falem com Joaquim Fernandes. Emprego? Falem com Joaquim Fernandes, pois ele é amigo do nosso governador, Adhemar de Barros.
E foi assim que ele trouxe para o bairro os ônibus da CMTC até o Largo da Matriz Nova, o asfalto e os jardins, que até hoje existem no mesmo largo, a Fonte Luminosa e o respectivo chafariz (que eu não sei se ainda existem) e que ficavam bem em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó. Foi ele também que iniciou os primeiros festejos de aniversário do bairro, com festas e grande queima de fogos.
Outro homem importante foi o Sr. João Abraão, fundador da Contábil Ozanam, um homem honesto, sério e querido no bairro, juntamente com seus filhos Alfredo, Abraão e Tarcisio. Seu Joanim, como era conhecido, era presidente dos Vicentinos e ajudou muita gente carente. Minha mãe foi uma delas, quando ficou viúva de meu pai e passou uns seis meses recebendo ajuda de alimentos dos Vicentinos, graças à atenção do bom João Abraão. Ele também arrumou meu primeiro emprego, depois dos meus dezoito anos, na loja Roupas São Bento, na Avenida Ipiranga, 1882, esquina com a Cásper Libero e bem em frente ao prédio onde funcionava a sede do São Paulo Futebol Clube (na época, ainda com seu campo de treinamento no Canindé).
E eu, corintiano fanático, acabei ficando sócio do São Paulo, e como havia promoção pela construção do novo estádio, paguei anuidade, pois um são-paulino me convenceu a ir treinar futebol no Canindé (o que durou pouco mais ou menos trinta dias… eu era bom demais…). Por causa desses trinta dias, tive que ser sócio do São Paulo por doze meses. Foi um grande estelionato esportivo.
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