Brava Gente do Bixiga

Falar das pessoas famosas do querido bairro do Bixiga seria impossível, pois que todos os moradores de lá o são. Mas falar de um herói é diferente. Pois é, desde menino ele foi predestinado a ser famoso aqui e no exterior. Sua paixão, o futebol, levou-o a cometer atos incríveis, igual a um herói, ou mais. Sua vocação para o futebol não o desviou do trabalho de motorista de caminhão que era o seu sustento. Jogava em vários times ao mesmo tempo, dependendo do dia e horário. Mas um dia ele exagerou, e como, vejam: nesse dia não foi trabalhar, muito cedo se dirigiu ao Butantã a pé, onde acontecia um campeonato, jogou pelo Ítalo-Lusitano, vestindo a camisa 5, eram 4 jogos dos quais participara. De volta à casa em Pinheiros, apenas pegou um pão, encheu-o de macarrão, e comendo e andando, tomou o bonde até o Araçá. Aqui descendo, rumou a pé para o Parque Antártica. Era um final de campeonato, jogaram-lhe às mãos uma camisa, e lhe suplicaram todo sacrifício, não deu outra, marcou o gol da vitória e de quebra garantiu o troféu de campeão. Falar desse valente cidadão bixiguense me enche de prazer, pois que ele encarna um pouco de todos nós que um dia jogamos futebol, quer por lazer, ou profissionalmente. No museu do Armandinho do Bixiga, entre tantas lembranças eternas, a do Feitiço tem um lugar especial no meu coração. Luis Matoso era o seu nome. Entre os seus feitos gloriosos, uns deles foi ter jogado no Uruguai. Jogou por 4 anos no Peñarol. Outros times da sua carreira brilhante: São Bento da capital, Corinthians, Palmeiras, Santos, Vasco da Gama.

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