Casa Whisky

Apesar do nome, era a melhor sorveteria da região! Aquela com sabor de infância. Com receita de sorvete artesanal, passada de pai pra filho. Ou melhor, de avô pra neto. Ficava ela na esquina da Rua Albuquerque Lins, esquina com a Av. Gal. Olímpio da Silveira. No verão, formava-se fila na calçada, retifico: não só no verão, a fila sempre era formada na calçada, pelo menos 30 pessoas, para saborear os tão famosos sorvetes. Os meus preferidos eram os de crocante, nozes e ameixa. Estranho como sempre repetimos os sabores. Se pudesse voltar atrás, teria provado cada um deles.
Da mesma família, a tal fórmula ou receita foi parar na divisa de Santos com São Vicente. Foi ali que me encontrei pela última vez com o saudoso professor Ariosto Giaquinto.
Uma outra sorveteria artesanal, embora menos famosa, mas também com sorvetes gostosos, ficava na diagonal da casa da Wanda, aquela da primeira paixão do Saidenberg, Rua Conselheiro Brotero com Brigadeiro Galvão, cujos donos (pai e mãe) eram sisudos, mas os filhos (irmão e irmã) extremamente risonhos. Falo dos anos 50 e 60.

e-mail da autora: [email protected]