Pobre garoto, nascido num cortiço da Rua Auri-Verde, viveu os melhores dias de sua vida no querido bairro do Ipiranga, estudou no Grupo Escolar Visconde de Itaúna, no Instituto de Educação Alexandre de Gusmão e daí migrou do Ipiranga para o Butantã, para o Instituto de Física da USP… Ah! Pobre garoto, fã das matinês do Cine D. Pedro I, do Cine Anchieta, do Cine Samarone, de principalmente do Cine Paroquial (que pena este cinema fechado, esses padres, parece que não têm amor, não têm alma).
Quantas histórias, quantos amores nas matinês do Paroquial, nas quermesses da Igreja São José… que amor vivi, que grande amor que persiste.
Só posso te agradecer, garota da cisplatina, esteja onde estiver, quero que saibas que você transformou o pobre garoto num garoto rico, você foi sem dúvida o anjo da minha vida… Estavas sempre perto de mim: no cinema, na quermesse, na ida ao trabalho, na Silva Bueno… Um dia você estava de rosa. Estavas linda e eu parecia Dom Quichote de la Mancha. É, até a mancha maravilha eu tinha na face, lembras? É meu apelido, era maravilha por causa de3ssa mancha.
Você foi mesmo o meu anjo, embora não saibas me deu força. Desejo e oro para que tenhas uma linda família e sejas muito feliz. E espero um dia reencontrá-la, tenho certeza que Deus promoverá este encontro para que eu possa dizer-lhe simplesmente: eu te amo.
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