Vila Moraes, nosso bairro

Nasci na Vila Moraes em 1951 – Waltinho dos Aliados.
Vila Moraes, ainda periferia, ruas sem asfalto, longe do Centro de São Paulo, avistava-mos a Av. Paulista, os holofotes do Aeroporto de Congonhas que diziam os antigos que estava procurando avião perdido no céu!.
Estrada principal Av. do Cursino ligando o alto do Ipiranga, passava pelo Zoológico até o Morro da Macumba, que fazia jus pois eram muitas as macumbas ali existentes, hoje Jardim Campanário.
A Coap, hoje ainda existe, mas como mercado do Honda, a padaria do Chabrega no ponto final do ônibus Vila Moraes, do outro lado a padaria do Sr. Cruz, a barbearia do Neco, filho da parteira Dona Alzira mãe de todos nascidos na Vila Moraes daquela época, do Bastião barbeiro, do Jacaré, do Tartaruga e o Birigui.
A farmácia do Paulinho irmão do Clóvis.
O Empório do Seu Leite e Dona Bastina, das residências das famílias dos Ramos, dos Pires, dos Paivas, dos Esturbas, dos Peixeiros, Carvoeiros, dos Vilas.
Lazer: Quermesse na Igreja Santa Ângela, Futebol com samba do Grêmio Santa Ângela, dos Aliados do Bar do Toninho Português, a chácara do Tívole (pegar frutas escondido), carrinho de Rolimã, jogar bola no terreno que hoje é o Centro Irmão X., Baile na sede dos Aliados, estudar no Grupo Julio Ribeiro lá no Bernardo.
Sem maldade, sem vícios, sem briga, só união, amizade entre as famílias.
Onde estarão meus colegas da época, talvez agora nos comuniquemos e outras histórias serão contadas por aqueles que ali viveram.

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