Nos anos 60 eu fazia parte do movimento de esquerda política estudantil de S.Paulo, pleno governo militar. A Hebe Camargo gravava o programa dela todas as quartas feiras no teatro record consolação (as cortinas eram de veludo vermelho), e o programa passava aos domingos na tv record, canal 7. Eu morava no bairro da Penha em S.Paulo e, como contei em outra história, todas as quartas feiras depois do serviço eu ia assistir as gravações no teatro, freqüentava os bastidores na coxia do teatro. A gravação terminava 1:00 hora da manhã e eu voltava pra casa, e no dia seguinte estava firme para o trabalho.<br>Muitas vezes eu ia buscar ingresso na casa na Hebe, na rua Petrópolis, no Sumaré, ela era casada com o Décio Capuano – por várias vezes ele foi ao portão me dar os ingressos.<br>Quando foi lançado o piloto do programa Esta Noite se Improvisa, eu estava lá, falei a palavra "osso" e ninguém soube cantar a música, a musica é "opinião" e quem estava lá no palco era a Nara Leão e o Simonal, fui chamado ao palco para cantar e cantei com eles. Ganhei um radinho que só pegava a joven pan (depois ganhei outros da Hebe), tudo foi gravado gostaria de ter essa fita hoje comigo.<br>Quando acabava o programa o Décio Capuano, esposo da Hebe, vinha buscá-la de "mercedes". Quando ela entrevistou o professor "Bernard" – transplante, eu estava lá, quando houve a entrevista polêmica com o Armando Marques, eu também estava lá. A Hebe dividia o palco com a Cidinha Campos – hoje deputada. Naquele sofá passaram as maiores celebridades do mundo, quando o programa passava na tv, e eu aparecia, não conseguia andar na rua, todos vinham fazer perguntas. Saudades.<br><br>e-mail do autor: [email protected]