Vila João Batista I

Estava atravessando o segundo ano na Vila João Batista. Por duas vezes havia contemplado a chegada do inverno através das flores do capim gordura e dos ipês anunciando a primavera. Em nossa Rua Um (atual Amadeo Menochi) restavam poucos lotes para ocupação.

Em ambos os lados do nosso lote moravam vizinhos maravilhosos, cujas casas meu pai construíra. De um lado, um casal (que ate hoje lá vive) e do outro também outro casal, (local onde hoje vivem apenas a mulher e o filho já casado). Mas naquele ano, nossa alegria de meninos (não de rua), garotos que em tudo obedeciam aos pais, tivemos a alegria de ir à casa do vizinho aos sábados para assistir os imperdíveis seriados “A marca do Zorro” e “Bonanza”, este ultimo era um seriado protagonizado por um viúvo pai de três filhos, a “Família Carthywrith”… Quanta expectativa!

Não havia nada, apenas sentávamos no chão, assistíamos e ao terminar voltávamos as nossas casas comentando a façanha de nossos heróis.

No domingo… Dia de Igreja, Missa ou Culto Evangélico, não importava, seguíamos cada um a sua direção e na volta a tínhamos a esperança de encontrar uma macarronada com maionese, sem falar de tão esperada galinha com molho e batatas. De sobremesa a deliciosa gelatina, sem falar no Ki suco ou limonada e, se houvesse um pouco mais… A famosa tubaína.

À tarde, em nossos portões programávamos a semana, escola, trabalho e planos para no próximo sábado assistir novamente “A marca do Zorro” e “Bonanza”. Bons tempos.

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