Saudosas estórias

Morei na região da Vila Hamburguesa, que hoje está incorporada a Vila Leopoldina. Lembro-me que por volta de 1963 e 1964, ficamos todos contentes, pois o Sr. Silvio Santos trouxe para a Vila, em um terreno extenso que existia na esquina das ruas Nanuque com a Schilling, a sua famosa, naquela época, caravana do "Peru que fala”, fazia seu show com farta distribuição de prêmios.<br><br>Neste terreno também se instalavam circos e parques de diversões, com suas barraquinhas de quermesse. E lá íamos nós a passear com as amigas esperando sermos contempladas com uma música que saia dos alto-falantes, que seria dedicada a algumas das moças, por alguém pelo qual batia mais forte nossos corações juvenis.<br><br>No mês de junho, os três santos também eram homenageados com as ditas festas juninas. Montavam-se barracas de brinquedos e jogos inocentes, regados com muita pipoca. Formava-se então a quadrilha, com os noivos que chegavam em uma carroça enfeitada com flores, e o Sr. padre realizava o casamento, com encenação como mandava o figurino (termo antigo).<br><br>O pai da noiva, sempre munido de sua espingarda, obrigava o noivo a aceitar a noiva e em seguida saiam a desfilar pelas ruas ao redor. Na volta todos dançavam ao som da música caipira, que ainda hoje é tocada nestas festas.<br><br>Infelizmente nunca fui escolhida para ser a noiva, o que era uma satisfação para a noiva, pois se tornava a participante principal da festa.<br><br>Enfim recordar é viver novamente, agradeço por esta oportunidade para contar e relembrar bons momentos da minha juventude era feliz e não sabia. <br><br><br>E-mail: [email protected]