Vila Guilherme (Hoje)

Hoje… De Portugal – Natural de Saldanha (Distrito de Bragança) – Conselho de Mogadouro. Saindo do Porto de Leixões, conforme H.I.S.P. – Matrícula Imigrante n. 79/6 fls. 147 lançamento n. 25, chegado ao Brasil em 11/07/1911 no Navio “Salamanca”, o casal Sr. Domingos José Martins e Justina dos Anjos, vieram da cidade de Santos/SP para São Paulo/SP no Bairro de Vila Guilherme, morando na Rua Maria Cândida, 963. Seu filho José Emílio Martins casou com Maria da Ascenção Martins, onde tiveram três filhos: Edgard Martins, Arlete Martins e Nelson Antonio Martins.

Edgard Martins, nascido no dia 24/09/1939, casou com Maria de Fátima Martucci Martins no dia 04/12/1965 na Igreja de N. S. da Anunciação, na Rua Maria Cândida – Vila Guilherme/SP, conforme registro Civil 47 de Vila Guilherme/SP fls. 9 – livro nove de 02/12/1965. Deste matrimônio, tiveram três filhos: Marcello Martins, Mônica Martins e Fabiana Martins.

Hoje, eu Edgard Martins, residente na Rua Laurindo Sbampato, 235 – Chácara Cuoco – Bairro de Vila Guilherme, passo a escrever minhas lembranças:

“Nós fazemos chorar aqueles que cuidam de nós. Nós choramos por aqueles que nunca cuidam de nós. E nós cuidamos daqueles que nunca vão chorar por nós. Essa é a vida, é estranho, mas é verdade. Uma vez que você entenda isso, nunca será tarde demais para mudar”.

Willian Blaker dizia: “tudo que escrevemos é tudo da memória ou do desconhecido”.

Antes de adentrar-me ao mundo das lembranças, esta viagem feita aqui por escrito, esclareço que, embora conte com um roteiro (saída e volta de minha residência), é tudo plano da memória. Sigam então pelos caminhos escritos por mim…

Lembro-me de uma árvore (eucalipto) ali na esquina da Rua Imperador com a Rua Laurindo Sbampato. Esta linda árvore octogenária era um ponto de referência. Ficamos alegres quando se iniciou uma obra (Supermercado Sonda), na Rua Maria Cândida ao lado da Praça Oscar da Silva. Mas sofremos com o corte desse eucalipto. Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços e as consequências dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destrói insanamente os recursos naturais, essenciais a sobrevivência.

Vila Guilherme faz parte de minha vida; resido nela há 69 anos (Nasci na Rua Maria Cândida 963 e hoje moro na Rua Laurindo Sbampato, 235 – Chácara Cuoco). Frequentei a Escola Mixta São Luiz, depois o Grupo Escolar Afrânio Peixoto (Praça Oscar da Silva), fiz parte da “turma” do Aliança e do Luzitano.

No dia 12 de setembro, data da fundação da Vila Guilherme, fiquei orgulhoso em ver faixas, jornais do bairro, comunicando seu aniversário e vê-la crescendo…
Lembro-me do Zoológico do Agenor ali na Rua Imperador com a Rua Ernani Pinto, onde hoje há um belo estacionamento de automóveis. Na Rua Maria Cândida lembro do Laboratório Sintex, agora uma faculdade, a UNIBAN.

Ali a esquina da Rua Maria Cândida com a Avenida Guilherme, onde tem hoje o Mc Donald’s, foi um grande depósito de material para construção o “Cal cimento”. Na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Desembargador Urbano Marcondes, foi a Garagem dos Ônibus (Linha 57) da “EOPI” (Empresa de Ônibus Parada Inglesa Ltda.), depois o Supermercado Jumbo Eletro, passou para Concessionária Cantareira, estacionamento e finalmente para o Supermercado Sonda (em construção).

Lembro-me da Praça Oscar (hoje Praça Oscar da Silva), onde havia o Parque Infantil Padre Anchieta, da Prefeitura; hoje, uma linda praça com árvores e destacando as lindas oliveiras, uma homenagem ao cão Salomão, um posto Policial, um obelisco do Lions Club de Vila Guilherme e o ponto histórico (de madeira) do ônibus 57 (Vila Guilherme/Anhangabaú), e um lindo playground para as crianças do bairro.

Nota: Uma vez por semana, no período da noite, colocam uma tela e passam filmes aos frequentadores da praça.

E não poderia esquecer da “Biquinha” na Rua Petrópolis (hoje Rua Cássio de Almeida), onde havia uma trilha que ia até a Rua Chico Pontes, e lá havia uma nascente de água limpa e fresca, onde os moradores enchiam suas jarras de barro para beber.

Na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Coronel Jordão, a bela mansão da Família Guilherme; hoje tem um lindo Prédio de Apartamentos.

Lembro do Bar Bolotas, da Casa das Esfihas, da Pizzaria “O Francês” da Churrascaria “Chê”, onde hoje estão construindo um Prédio, futura agência de turismo.

Da pastelaria da japonesa “Dona Rosa”, do “Dungas” da Papelaria do “Seu Zézinho”, onde hoje há um lindo prédio de apartamentos ao lado do mais famoso prédio de Vila Guilherme onde foi o Grupo Escolar Afrânio Peixoto.

Continuando pela Rua Maria Cândida, esquina com a Rua Manoel de Almeida, havia um hospício que levava o nome de “Casa das Loucas”; depois passou a ser uma Fábrica de Conservas de nome “Oceânia” e agora no local, há diversas lojas comerciais. Na frente, hoje há uma linda e bela loja de roupas indianas “Casa Shiva”.

Continuando… Estou agora na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Joaquina Ramalho. Este local foi muito famoso, pois foi aí que tivemos o Empório de Secos & Molhados do (campeão) Sr. Antônio do Nascimento, onde tinha os melhores sorvetes da minha infância. Do açougue do Sr. Genarino; hoje uma floricultura.

A sede do A.A.A.P. (Associação Atlética Aliança Paulista) e do Bar do Sidônio, no número 1142. Da residência do Sr. Antônio “Padeiro”; hoje, Banco Itaú. Da Escola da Dona Lurdes (Escola de Dactilografia e Taquigrafia). Hoje há uma linda farmácia lá.

Subindo a Rua Joaquina Ramalho até a Estrada da Conceição, hoje Avenida Conceição, lembro-me da Fábrica de Tamancos da Família Migliare; hoje o Sr. Osvaldo Milhare, ex-presidente da S.U.A.V.G. (Sociedade União Amigos de Vila Guilherme), tem sua pequena fábrica de formas para sapatos, “Art Fôrmas”, na Rua Lagoa Panema, nº. 135, que recebeu da Câmara Municipal (Palácio Anchieta) no dia 18 de novembro de 1986, o Diploma “Gratidão da Cidade de São Paulo”.

Subindo até a Avenida Conceição, nesta esquina, bem em frente, a residência do Sr. Otto Baumgaten e da fábrica de impermeabilizante Vedacit, onde havia a Capela do Bom Jesus.

Como é bom lembrar, agora estou lembrando de minha esquina favorita, local onde passei a minha infância e juventude. Rua Maria Cândida com a Rua Dias da Silva; hoje, Rua Lagoa Panema.

Da Mobiliária Seleta Ltda. do Sr. Mário, dos famosos colchões de “crina ou clina” uma espécie de “ramos ou cipós”, não estou certo agora, onde eram fabricados os colchões. Da Casa Zanni de propriedade do Sr. Pedro Zanni. Da residência da “Família Martins” de propriedade do Sr. Domingos José Martins, onde o nosso querido Padre Luiz e amigos passavam a noite jogando “Sueca”, tomando um bom vinho de São Roque e o cafezinho da minha vó Justina; hoje no local há o CitiBank, lojas comerciais e mais dois bancos, o Unibanco e o Real; da Barbearia do Zezinho Barbeiro de propriedade do Sr. José Pinheiro, do Bar do Sr. Mané que depois passou a ser do Sr. Sebastião Fernandes de Almeida, com o nome de “Bar do Bastião” e da Pharmácia São José, com “H” mesmo, de propriedade do Sr. René. Neste local o Sr. René, da sacada do prédio passava filmes, sendo projetados na parede do Bar do Sr. Mané. Este farmacêutico, de bom coração, foi o médico de confiança da comunidade pobre do bairro.

Da residência da Família Martins, podiam se ouvir os ensaios musicais do conjunto do Waldemar, vulgo “Bode”, com o seu pistão tocando “a cerejeira não dá rosa não…”. Este conjunto musical era formado pelo Bode, “Rato” na bateria e “carioca” no violão.

Lembro de outra esquina, a da Rua Maria Cândida com a Rua Capitão Luiz Ramos, da Lojinha de aviamentos do Sr. Mário e de Dona Julieta, e do Boteco do Sr. Manéco Pinto; ao lado, ele tinha a carvoaria onde vendia o carvão para o fogão e ferro de passar.

Foi aí que nasceu o grupo folclórico “os Pauliteiros de Vila Guilherme”, fundado pelo Sr. Manéco Pinto e Sr. Domingos José Martins. Este grupo folclórico fazia seus espetáculos na Várzea do Glicério, onde tinha o “Parque Xangai”.

Um pouco à frente a grande loja de material de construção do Sr. Abel, Fernandes vendia areia, pedregulho (não havia a pedra britada), cal, cimento, ferro, tijolos etc., e hoje neste local há um lindo prédio de apartamentos.

Continuando… Na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Ida da Silva, a Sapataria do Sr. Alípio e do Salão Paroquial de N. S. da Anunciação. Neste salão, Dona Rozita e seu esposo (Sr. Alfredo), Sr. Acácio, Sr. Fernandes, Sr. José Martins e o nosso querido Padre Luiz Gonzaga Biazzi, realizavam lindas peças teatrais.

Lembro da pequena Igreja de N. S. da Anunciação, onde fiz a primeira comunhão; das escadarias e do terreno onde joguei bola e faziam as grandes festas juninas (festa à caipira); do leilão “um frango assado e uma garrafa de vinho… quem dá mais?”, quentão, pipoca, amendoim, pé-de-moleque. Das lindas procissões noturnas.

Com muito sacrifício, os abnegados construíram a nova Igreja e foi nessa nova Igreja que casei e batizei os meus filhos. Em frente à Igreja, havia o laboratório da Alka Seltzer; hoje no local há uma grande academia. Tinha também o Bar do Grilo e sede do clube de nome E. C. Portuguesinha e, ao lado, o “Lamelas” Fábrica de Carrocerias para caminhões.

Já na esquina da Rua Maria Cândida com a Rua Miguel Mentes, hoje com o nome de Rua Galatéa, havia o Salão de bailes do União, onde o A. A. Aliança Paulista fez lindas festas como: Festa da Boneca, Festa da Rainha, princesas e Festa da Madrinha. Depois passou a ser a sede do Palmeirinha do Carandiru, e hoje é uma loja comercial.

Descendo a Rua Galatéa, bem em frente à Rua Chico Pontes o Cine Rian. Lembro dos grandes bailes carnavalescos, dos filmes do Roy Rogers, Buc Jones, Rock Lane, Doris Day, Oscarito, Grande Otelo, filmes como O Cangaceiro, É com este que vou com Oscarito, Grande Otelo e Catalano. Filmes com a nossa saudosa Dercy Gonçalves, Mazzaropi, Zé Trindade, Ankito, Anselmo Duarte. Um filme que não esqueço foi com Oscarito e Wilson Grey, “Nem Sansão nem Dalila”.

Embora muitos filmes eu tenha esquecido, muita coisa restou ainda na minha memória. Não poderia esquecer os filmes em 3D (três dimensões), com aqueles óculos de papelão branco e as lentes de folhas coloridas, de um lado azul e outro vermelho.

Não poderia deixar de lembrar do “footing” na Rua Maria Cândida.

Agora, entrando na Rua Chico Pontes, esquina com a Rua Capitão Luiz Ramos, lembro do campo do Recreativo F. C.; hoje, no local, foram construídos diversos sobrados. Tinha a fábrica do Alemão “Alberts & Filhos”; agora um belo prédio. No espaço da Rua Galatéa até a Rua Joaquina Ramalho na Rua Chico Pontes, tinha o “Chico Peleiro” um português de Argorelo. O Sr. Francisco da Assumpção Pires Granjo, vendia carne de cabrito, coelho e as peles de carneiro, boi e outros animais; curtia e vendia. Hoje no local há uma Loja de frutas e legumes, de seu filho Sr. Leonel Vicente Granjo.

Ao lado a Padaria de Dona Nazareth, onde de madrugada ficava na fila com a minha avó para pegar farinha e um pão preto. Hoje, neste local, tem o Supermercado do Chinen. Em frente, o campo de malha do E.C. Malha Luzitano, fundado em 1º de março de 1932 por um grupo de portugueses e amigos, formando o “Conselho Deliberativo” (Alberto Alves de Carvalho, Américo de Almeida, Antonio de Almeida, José E.Martins, José Nunes, Martinho do Nascimento, Herculano de Jesus, Raimundo Gonçalves Duque, Mario Menezes e Mauro Francisquette).

Houve diversos conselhos e presidentes. Hoje destacaria a grande diretoria que conseguiu a sua sede própria na Rua Capitão Luiz Ramos, onde o Sr. Antonio Lico atua como presidente do clube; juntamente com seus membros, Alberto Alves de Carvalho, José Nivaldo Violini, Ernesto Lico, Amílcar S.F.Alves Casado, Antonio Varella, Américo de Almeida, Mário Menezes, Egilio D’Aprilia, Mauro Francisquette, Francisco G. Rico, João Antonio Loução, Eduardo Casado, Mario Marola, José Loureiro e Edgard Martins como representante do Luzitano na F.P.M. (Federação Paulista de Malha).

Em 21 de março de 1985, o vereador Gabriel Ortega, na Câmara Municipal de São Paulo, concede a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo ao Diretor do E.C.M. Luzitano, Sr. Ernesto Augusto da Fonseca Lico.

Um clube familiar. O campo era ao ar livre. Foi o primeiro campo de malha a ter o seu piso pintado, na época chamada de “Campo Psicodélico”, e na sua inauguração esteve presente o presidente da F.P.M., Sr. João Moretti.

Tornou-se um dos melhores clubes de malha de São Paulo, conquistou diversos campeonatos, sendo o principal: Campeão do Jubileu de Prata da F.P.M. em 1958. Suas festas eram famosas, aguardadas com ansiedade.

Na esquina da Rua Chico Pontes com a Rua Joaquina Ramalho, não poderia deixar de falar do Armazém da Dona Aldara e do Bar do “Pedalada”; hoje, nestes locais, têm um posto de Gasolina e o Bar do Redondo na esquina da Joaquina Ramalho com a Rua Marieta da Silva ao lado da residência da Família dos Ruedas.

Na Rua Chico Pontes esquina com a Avenida Guilherme, lembro da construção de um grande aglomerado para ser o local de vendas igual ao Gasômetro, mas não deu certo, passou a ser o Mart Center.

Lembro da S.P.T. (Sociedade Paulista de Trote), antigamente era Sociedade Hípica de Vila Guilherme. Hoje temos um lindo e belo parque. Não poderia deixar de comentar a luta do vereador Gabriel Ortega com o seu projeto 391 de 8 de novembro de 1990, solicitando o executivo a criar o Parque da Vila Guilherme, a ser destinado às atividades esportivas, culturais, ecológicas da população do bairro de Vila Guilherme e tornou-se Lei 11.015 em 27 de junho de 1991.

Na minha infância, ia aos domingos no Zôo do Agenor, na Rua do Imperador com a Rua Ernani Pinto hoje no local há um estacionamento.

Como é gostoso e belo, relembrar, poder escrever estas lembranças, e mostrar o que de bom tivemos e temos:

Religião:
– Igreja de N.Sa. da Anunciação – Rua Maria Cândida
– Igreja de São José – Rua Nazaré da Mata
– Igreja da Comunidade Dom Bosco – Rua Laurindo Sbampato

Na política:
– O vereador Gabriel Ortega, que lutou muito pela Vila Guilherme.
– Sr. Palmiro Menucci, ex-presidente da A.A. Aliança Paulista. Professor, presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista), hoje assume o cargo de Deputado Estadual (PPS).

No esporte:
– Sr. Antenor Lucas Brandão (Brandãozinho), morador na Rua Dias da Silva, hoje Rua Galatéa. Jogou na Seleção Brasileira de Futebol em 1954, na Seleção Paulista e na Associação Portuguesa de Desportos – Lusa. Foi um dos maiores volantes na época, faleceu em 4 de abril de 2000. Seu filho Jair Lucas Brandão, jogou no E.C. Vila Guilherme.
– Sr. Francisco José Paes (Paes), jogou no Aliança, Vila Guilherme, passou a jogar na Associação Portuguesa de Desportos – Lusa em 1963 como meio campista. Jogou na Seleção Brasileira de Futebol e teve como técnico o Sr. Aymoré Moreira. Fez o maior sucesso no Futebol Equador. Hoje mora na Zona Norte. Sr. Amílcar dos Santos da Fonseca Alves Casado presidente da Associação Portuguesa de Desportos em 1999.
– Sr. Nelson Cordeiro (Dadinho), muito popular no bairro de Vila Guilherme como “boleiro” jogando em diversos clubes.

Boxe:
– Sr. Antonio Ziravello, morador na Rua Santo Anselmo, foi um dos maiores juizes da F.P.B. (Federação Paulista de Boxe).
– Sr. Fernando Valverde (Bate-estacas) foi um bom boxista, e jogou futebol no Aliança Paulista.

Malha:
– Sr. Edgard Martins, campeão do Jubileu de Prata da F.P.M. (Federação Paulista de Malha) em 1959. Com a equipe: Edgard, Herculano, Carvalho e João Marmita.

Livros:
– São Sebastião e a Vila Guilherme (memórias paulistanas da zona norte), de Benedita da Conceição de Carvalho Silva e José de Almeida Amaral Júnior.
– Paróquia N.Sra. da Anunciação (60 anos de história, 1939/1999) 1ª. Edição, 1999.

Música:
– Sr. Manoel Marques, nascido em 11 de janeiro de 1926 na Cidade de Miulheirós Maia – Portugal. Em 1955 chega ao Brasil e fez residência no Bairro de Vila Guilherme.

Cinema:
– Sr. Milton Ribeiro, cineasta e fez grande sucesso com o filme “O Cangaceiro”.

Rádio:
– Sr. Augusto Pereira, da Rádio 9 de julho.

Televisão:
– Srta. Fernanda Vasconcello, um show de talento e moradora na Rua Laurindo Sbampato.

Folclore:
– O Pimenta, que ficava na porta do Bar do Sr. Mané, na Rua Maria Cândida com a Rua Dias da Silva, hoje Rua Galatéa, com um lenço branco na mão balbuciando frases desconexas.
– A Malvina, uma “afra descendente” que era a alegria das crianças.
– O Mendingo da Vila Guilherme; hoje este personagem aparece até no Orkut.

Progresso de Vila Guilherme:
Ontem havia a retirada de areia e pedregulho, depois o lixão, hoje o nosso querido Bairro Vila Guilherme, e como progrediu:
Faculdades: UNIBAN, e UNIP; Posto Policial (Praça Oscar da Silva; Shopping Center Norte, o maior Shopping da América Latina; Pavilhão de exposições Expo Center Norte; Shopping Lar Center; Praça de Lazer: Parque Vila Guilherme, ex-Trote; Mc Donald’s; China in Box; Wall Mart; Carrefour; Chinen; Supermercado Dia; Supermercado Sonda; correio, farmácias e drogarias; Loteria Esportiva; diversos restaurantes, bares e churrascarias; diversos bancos; lojas comerciais; loja Indiana com produtos esotéricos; lojas de veículos e motos; padarias; papelaria; escolas: EE Afrânio Peixoto, CE Casimiro de Abreu, Helena Lombardi; creche EMI Padre Anchieta; escolas particulares: Santa Teresa, Yazig, Dominante; centro esportivo: Clube Esportivo Luzitano (Malha, Bocha e Fut-Sal) na Rua Capitão Luiz Ramos; estúdio fotográfico (profissional) na Rua Maria Cândida, 673; buffet infantil…

Como podem ver, Vila Guilherme foi ao início brejeira com suas chácaras, suas carroças e seus moradores. Vila Guilherme hoje é progressista, mais cosmopolita e continua muito viva. Adoro Vila Guilherme forte pungente e vibrante. E amanhã?

E-mail: [email protected]