Vez por outra, costumava visitar minha irmã na Rua Jaguaribe, na altura da Rua Veridiana, mais ou menos.
Neste dia estava com meu filho e quando saimos da casa dela estava chovendo. Ele era pequeno e estava no meu colo.
O carro estava estacionado um pouco mais pra frente do prédio onde morava minha irmã, do outro lado da calçada.
Como era uma tarde de verão, estava vestida com um colant de alças azul turqueza e uma saia indiana do tipo envelope, que amarra na cintura.
Imagimem a cena:
Eu, com meu filho no colo, segurando um guarda-chuva, uma sacola de roupas e minha bolsa.
Pois quando eu atravessava a rua, bem no meio dela, a minha saia (não sei explicar como) desamarra e cai!
Imaginem, caros leitores, o meu constrangimento. De um lado da rua havia um bar, do outro lado um posto de gasolina. Deu pra imaginar os freqüentadores?
Sempre dizem que as mulheres têm reflexo imediato. Pois foi o que aconteceu comigo. Felizmente.
Com meu filho nos braços, segurando um guarda-chuva, sacola e bolsa, consegui me agachar, juntar minha saia e ir até o carro que estava estacionado mais a frente.
Roxa de vergonha, sem olhar para os lados, entrei no carro depositei tudo lá dentro, dei a partida e "FUI"….. como dizem os jovens hoje.
Fui morta de vergonha e nunca mais usei essa saia ou outra qualquer que tivesse de amarrar!
Isso já faz quase vinte anos que aconteceu mas jamais me esqueço da vergonha que passei na Rua Jaguaribe.