Unchained Melody, essa linda melodia soa no salão, o Clube Atlético Ipiranga recebe muitos casais, incluindo eu e minha amada Flavia. É sexta-feira e a noite agradável nos ofereceria momentos de emoção. O conjunto capricharia com outras canções, mas esta marcaria muito com a linda história. Tinha na dança, como há 40 anos atrás, esta mulher fantástica nos braços, torceria muito para que a música não terminasse nunca, plagiando uma canção do Roberto Carlos. Voltemos então ao passado.
Flavia conheceria em um baile de formatura, no Clube Pinheiros, e por coincidência morávamos no mesmo bairro, Santana-SP. Nesse dia, no imenso salão, onde os rapazes lépidos buscavam as garotas mais lindas, nossos olhares se encontraram e, como por encanto, ficamos frente a frente, a magia do seu sorriso era o convite para dançarmos a noite inteira, Unchained Melody era a canção que nos embalaria para sempre marcando o início deste eterno romance.
Flavia, posso pedi-la em namoro? Não sei se sou aquele rapaz que você sempre sonhou, te entrego o meu coração, se não me aceitares ficaria muito frustrado, seria o homem mais infeliz da face da terra, tenho você a todo o momento no pensamento, no trabalho, nas ruas, nos sonhos, diria a ela no dia seguinte na saída da escola. Aconteceu o casamento há quarenta anos, Flavia continua linda e eu não me incomodo com a chegada, aos poucos, de cabelos brancos; o tempo é inexorável. O importante é que estaremos juntos eternamente, jurando fidelidade um ao outro.
Flavia, sexta-feira próxima haverá outro baile no clube, que tal irmos para revivermos momentos em que os nossos corações palpitaram ao som de Unchained Melody, diria em um afago, carícia e ternura. Uma melodia e dois corações…
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