Remexendo em meus papéis, livros e arquivos, bem como na própria memória do meu baú de lembranças pessoais, tive semana passada a gratíssima lembrança – ao mesmo tempo parodiando o excelente documentário lançado a algum tempo atrás, intitulado “Uma noite em 67” que com brilhantismo recordou a célebre noite do festival da Record daquele histórico ano – daquela célebre noite que passei no salão nobre do Estádio do Morumbi no ano de 1987.
No auge de minha convivência com o inesquecível e estimado Tio Mauro Ramos de Oliveira, lembro-me que naquele ido ano de 1987 o meu amado SPFC resolveu realizar em seu salão nobre uma homenagem aos 30 anos – então – do título paulista de 1957, bem como aproveitou o ensejo para lançar o livro do magistral e também saudoso Zizinho, mestre Ziza, que igualmente e através de meu pai, dos meus tios-avós e do próprio tio Mauro tive o privilégio de conhecer pessoalmente.
“Puxa vida”, que noite maravilhosa, então com exceção apenas do magistral Canhoteiro, eu me vi ao lado de craques que para mim eram verdadeiras "lendas do futebol" e que só tinha visto em livros e revistas da época de suas atuações, tudo isso sem contar que nem sequer do meu tempo eram. Sim meus amigos, estive de perto com Poy, De Sordi, Victor, Sarara, Riberto, Amauri, Dino Sani, Maurinho e mais ainda: sabem quem estava lá além do próprio tio Mauro e do mestre Ziza? Leonidas da Silva, sim caros amigos, “o velho diamante negro” também foi lá convidado de honra prestigiar o mestre Ziza, que além de grande craque e torcedor são-paulino jogou com o mesmo no célebre Clube de Regatas Flamengo.
Resumindo, recordo-me que a magistral noite estendeu-se a um célebre jantar na “Cantina C… Que Sabe!”, no Bixiga, de onde saíamos lá para as 4h ou 4h30 da manhã… Hoje, além de chorar lágrimas de sangue, tanto por não ter fotografado nada ou ainda de na época não dispor de um celular ou uma máquina fotográfica digital para registrar e guardar em imagens tão mágica noite de minha vida, juventude e infância em nossa cidade de São Paulo e de recordar que a maioria daquelas célebres pessoas já partiram, fico com as lembranças de momento "épico" e que mais uma vez tenho a alegria de nomear como "uma grande noite em 87".
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