Santo Amaro tem como data principal e a mais comemorada a da sua fundação, que é de 15 de janeiro de 1552, quando um grupo de colonizadores aqui construiu uma capelinha, onde o casal de portugueses João Paes e Suzana Rodrigues doaram a imagem de um santo, Santo Mauro, também conhecido como Santo Amaro, porém sem documentação, apesar que tem outra data, quando aqui passou o Padre Anchieta e realizou a primeira missa em 14 de julho de 1560, que significa a fundação oficial do vilarejo, mesmo ele sendo um noviço e ser ordenado só em 1566 essa aldeia foi batizada como Santo Amaro, que é considerado protetor dos agricultores, em 15 de janeiro de 1560, data que se faz a comemoração deste padre beneditino.<br><br>Dessa aldeia dos índios guaianases, à beira do Rio Jeribatiba, na localidade de Virapuera, foi fundada Santo Amaro, na terra de Caá-ubi, irmão do cacique Tibiriçá, que cedeu também sua aldeia para ali fundar o Colégio que deu origem a São Paulo. O atual bairro de Santo Amaro, por muito tempo, foi conhecido por diversos nomes indígenas, como: Birapuera, Virapuera, Ibirapuera, Geribatiba, Geribativa, Jeribatiba, Santo Amaro de Virapuera, Santo Amaro de Ibirapuera.<br><br>O primeiro registro de terras na região data de 12 de agosto de 1560, duas léguas de terras na margem esquerda do rio (atual Rio Pinheiros) então chamado de Jeribatiba, doadas aos padres jesuítas. A denominação Santo Amaro deve-se a doação da imagem pelo casal João Paes e Suzana Rodrigues para a Capela Nossa Senhora da Assunção de Ibirapuera, que trouxeram de Portugal, que hoje se encontra na matriz de Santo Amaro; a atual foi construída e inaugurada em 1924, substituindo a capelinha de taipa de pilão.<br><br>No ano de 1532, a expedição de Martin Afonso de Souza trouxe como ferreiro o mestre Bartolomeu Fernandes, o carrasco, para suprir a colônia com produtos de ferro; e que depois de alguns anos veio morar às margens do Rio Pinheiros no sítio dos Geribás e onde instalou a primeira forja das Américas, fato esse citado pelo Padre Anchieta em 1554. Hoje, ali é o Centro Empresarial de São Paulo, local também conhecido como Morro da Barra ao lado da Ponte João Dias, bairro do Jardim S. Luiz, que durou cerca de 20 anos apenas por falta de matéria-prima.<br><br>Outra fonte informa que a metalurgia extrativa no país inaugurada em Santo Amaro, São Paulo, coincide com a união das Coroas portuguesa e espanhola entre 1580 e 1640. Assim, os "engenhos de ferro", ligados ao nome de Afonso Sardinha, de 1590, em Araçoiaba e Sorocaba, e o de Diogo de Quadros, em 1606, em Santo Amaro, são incentivados pelo Governador Geral do Brasil, D. Francisco de Souza. O engenho de Ibirapuera, Santo Amaro, Jardim São Luiz fabricou ferro por 20 anos e cessou ao morrer Francisco Lopes Pinto, que havia cedido sua parte por três mil cruzados ao filho de D. Francisco, D. Antônio de Souza. <br><br>Em 14 de janeiro de 1686, a capela de Ibirapuera é elevada a Freguesia de Santo Amaro pelo Bispo D. José de Barros. Em 15 de janeiro de 1686 a capela de Ibirapuera foi elevada à categoria de Freguesia de Santo Amaro pelo bispo do Rio de Janeiro, Dom José de Barros Alarcão, secular que assumiu a mitra em de 19 de agosto de 1680. Em de 6 de setembro de 1746 foi criada a Diocese de São Paulo, representando com a criação do bispado paulista, maior autonomia eclesiástica. O primeiro bispo foi Dom Bernardo Rodrigues Nogueira, que veio de Portugal em 1695 para tomar posse do bispado. Assim, ele fez primeiro contato com São Paulo entrando por Santo Amaro, em direção à cidade paulistana, representando a Igreja até novembro de 1748.<br><br>O que pode ser fixado é a doação de partes de terras de sesmaria em 1560 e que pertenciam a Martim Afonso de Souza e foi passada a herdeiros. As terras foram doadas aos jesuítas, pelo Capitão Francisco de Morais, ao padre provincial à época, Luís da Grã, da Companhia de Jesus. <br><br>No dia 10 de julho de 1832, Santo Amaro tornou-se independente como instituição própria, instalando os trabalhos em 7 de abril de 1833 com a elevação para V. de Santo Amaro. Porém, para formação de Vila deveria ter uma cadeia, que em 1837 foi aprovada pela Câmara Municipal e foi eleito Francisco Antônio das Chagas, pai de Paulo Francisco Emílio de Sales, o poeta Paulo Eiró, também conhecido como professor Chico Doce, através de um eleitorado paroquial, sendo deste modo empossado o primeiro presidente da Comarca de Santo Amaro, junto com mais sete vereadores, onde a primeira sessão foi feita em 6 de maio de 1833.<br><br>Em 29 de junho de 1829, chegam ao planalto de Santo Amaro, na então Província de São Paulo, no Reinado de D. Pedro I os primeiros imigrantes alemães que foram para a região de Parelheiros e Cipó. A lei provincial de 1835 institui cargos de prefeito e subprefeitos, sendo nomeado o primeiro prefeito de Santo Amaro o capitão Manuel José Moraes, em 4 de março de 1835, onde o município perdurou por cem anos até o dia 22 de fevereiro de 1935. <br><br>Em 14 de novembro de 1886, Dom Pedro II, Imperador do Brasil, e a Imperatriz Tereza Cristina estiveram na cidade de Santo Amaro. Vieram para conhecerem a "Companhia de Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro", idealizada pelo engenheiro alemão, naturalizado, Georg Kuhlmann, inaugurada em 14 de março de 1886 para o transporte de cargas, em uma época em que Santo Amaro fornecia a capital de São Paulo com vários produtos agrícolas. Nesse itinerário, em 7 de junho de 1913, foi inaugurada a linha de bonde elétrico da linha 101, Praça João Mendes até Santo Amaro, Largo do Socorro, e finalizado em 27 de março de 1968, sendo Santo Amaro o último bairro a ter bonde.<br><br>No ano de 1899 é inaugurada a Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro que até hoje presta serviço ao povo santamarense. Santo Amaro, ainda município no início do século XX, teve a construção de uma represa, precisamente na década de 1900 a 1906, denominada de Guarapiranga. Na década de 1930, foi construída a Represa Billings, homenagem ao seu construtor, com intuito de abastecer a Usina de Henry Borden na cidade de Cubatão. Santo Amaro foi administrada, por um século, como cidade, com autonomia até 22 de fevereiro de 1935, quando houve nomeação por parte da pasta da justiça do governo Getúlio Vargas, nomeando em 16 de agosto de 1933, interventor federal, Sr. Armando de Salles Oliveira, anexando Santo Amaro à cidade de São Paulo.<br><br>No ano de 1920, funda-se a romaria de Santo Amaro a Pirapora, que neste ano de 2013 completa 93 anos de fundação, pelo saudoso santamarense Cenerino Branco de Araujo, denominado de Cavaleiros do Senhor Bom Jesus de Pirapora de Santo Amaro.<br><br>Em 1950, nasce mais um santamarense na região do Brooklin, esse que vos escreve, juntamente com a grande expansão industrial, era da indústria automobilística no setor de autopeças e farmacêutica, principalmente em Santo Amaro, e que vive e constata a transformação do bairro-cidade, estuda, trabalha e testemunha o dia a dia desse bairro que avançou depois do Rio Pinheiros e surgindo a divisão de suas terras em diversas subprefeituras.<br><br>Nos meados dos anos de 1970 foi criado um Centro de Tradições de Santo Amaro, Cetrasa, com o intuito de resgatar, preservar e divulgar a memória do bairro-cidade, juntamente com o museu de Santo Amaro.<br><br>Em 1960, no setor midiático, surge o jornal "A Gazeta de Santo Amaro", que até hoje está em atividade, veio para rivalizar com um outro jornal do bairro "A Tribuna de Santo Amaro", fundado em 1936 por Victor Manzini, era o jornal de bairro mais antigo de São Paulo, jornal este já extinto, mas que pode ser consultado na hemeroteca do Museu Santo Amaro.<br><br>Metrô em Santo Amaro, depois de meio século de expectativa, onde o jornal "A Gazeta de Santo Amaro", jornal de seu fundador Dr. Armando da Silva Prado Netto – 1931-2012, já anunciava o transporte para nossa região por volta de 1960, e finalmente o mesmo chega em 20 de outubro de 2010, como linha-5, Lilás, entre Santo Amaro e Capão Redondo até o Largo 13 de Maio e previsto, até 2015, ir até a Chácara Klabin.<br><br>E assim chegamos ao século XXI e com ele a grande transformação do bairro e em ritmo acelerado, com grandes condomínios verticais, shoppings, avenidas, terminais de ônibus, acabando com aquele ar bucólico das pequenas casas e comércio, com suas ruas tortuosas e estreitas com cadeiras na calçada e hoje, por conseguinte, o “neosantamarense” chega dando nova vida ao bairro.<br><br><br>E-mail: [email protected]