Grande, barulhenta, frenética, envolvida em seus diversos aromas, muito ocupada, nunca pode parar. Essa é a minha cidade. Cidade onde nasci, cresci, casei-me e de onde nunca quero sair; essa é São Paulo. Cheia de concreto, de onde exalam cheiros de temperos utilizados por incontáveis restaurantes, contrastando com os rios mal cheirosos que atravessam a metrópole.
Contraste? Isso é o que mais se encontra, bem como uma infinidade de rostos e estilos cruzando as avenidas, rumo a lugares que ninguém imagina.
Nas igrejas, que não são poucas, muitos procuram uma dica para um lugar de paz, onde os problemas do dia-a-dia podem, com fé, ser amenizados.
Nos bairros, crianças correm pra lá e pra cá, enquanto jovens com seus inseparáveis fones de ouvido cantam, cada um pra si; contudo todos colocam de lado as dificuldades, acobertando-as com um belo sorriso.
Essa gigante, às vezes, fica irada com seu povo descuidado, pois diariamente vê com tristeza suas ruas e rios sujos, paredes pichadas, por pessoas que ela recebe com carinho. Resultado: bueiros entupidos, enchentes, alagamentos e gente chorando.
Ah! São Paulo! De pedra cinza, de muitos carros, poucas árvores e cheirinho de pizza. Você pode não falar, mas abriga inúmeros filhos, que, mesmo em dificuldades, levantam as mãos aos céus e agradecem a acolhida, o provimento e a certeza de que aqui é nosso chão, nossa terra, nosso pão.
Te amamos, Sampa!
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