Um grande encontro com as redondas

Sexta-feira última, dia 14 de setembro de 2012, mais uma vez estivemos reunidos, eu e mais outros colaboradores aqui do site Spmc, para o nosso encontro dos redondos com as redondas e, como sempre faço, cheguei a nossa querida cidade às 11h para poder desfrutar de um passeio saudoso por nossa querida capital.

Depois de deixar as malas no Hotel Mercure SP Central Towes, situado na Rua Maestro Cardim – Paraíso, de táxi, rumei para a Rua Boa Vista, altura da Ladeira Porto Geral, onde deixei o táxi e passei a andar e a recordar um pouco minha juventude, mais precisamente dos meus tempos de office-boy, no início dos anos 50. Rua da Quitanda, 15 de Novembro, João Bricola, Rua São Bento, Quintino Bocaiuva, Senador Feijó, Riachuelo, Sé, Praça Clóvis, Pateo do Collegio, Rua Anchieta, Rua Direita, Largo São Francisco, Benjamin Constant, tudo muito limpo, nenhum papel ou lixo pela calçada, enfim, tudo aquilo que eu não estava mais acostumado a ver pelo centro velho agora um imenso calçadão.

Depois do passeio saudosista e da felicidade de rever os lugares por onde vive parte da minha juventude e mocidade, rumei juntamente com minha esposa para o nosso destino que era o Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Álvares Penteado, 112, para ver a exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade. Então, passei minha tarde de sexta-feira ao lado de obras raras de Paul Cézanne, Claude Monet, Édouard Manet, Vincent Van Gogh e Auguste Renoir. Além de poder ver ao vivo e a cores uma das principais exposições paulistanas do ano, que reúne 85 pinturas da coleção de um dos mais importantes museus franceses, o Museu d'Orsay, ainda pude reviver aquele belíssimo prédio onde durante anos funcionou o Banco do Brasil e eu, como boy, caminhei por aqueles andares, para tirar posição bancária para a empresa onde trabalhei um dia e rever o local onde frequentava enormes filas juntamente com outros boys como eu.

Depois de almoçar em um restaurante muito agradável com cadeiras e mesas debaixo de um toldo na calçada e me sentindo em Paris sem ter que pagar em euros, voltei para o hotel de alma lavada e estômago cheio para esperar o encontro com as redondas às 20h. E assim, após passar o dia ao lado de obras de grandes estrelas do Impressionismo, como Van Gogh, Manet, Monet, eu tive o prazer de passar parte da noite com grandes estrelas do Spmc, como o Miguel Chammas e sua esposa Soninha; Mario Lopomo; Luigy e esposa; Zeca; Margarida; Nelinho e sua esposa Jurema; e Roberto Capuano.

Resultado: voltei para Lorena como quem volta de Londres, Roma ou Paris, os seja, com o rei na barriga, como diria minha mãe nos anos 50. Quem ainda não viu aproveite, e o que é melhor: a terceira idade quase não pega fila, pois tem fila especial, mas, anote: pergunte por ela, pois a mesma existe, mas não tem nenhuma indicação (e se tem meus olhos cansados não viram).

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