Hoje é aniversário de São Paulo. A cidade comemora 455 anos desde sua fundação. Moro aqui desde que eu tinha quatro ou cinco anos de idade e, por isso, posso dizer que São Paulo é minha cidade.
Eu me lembro que estava para completar meus seis anos de idade quando a cidade comemorou o seu Quarto Centenário. Foi um dia inesquecível para um menino de quase seis anos, que usava calças curtas e suspensórios, e que ficou deslumbrado na noite do dia 25 de janeiro de 1954.
Meu pai, minha mãe e eu saímos da pequena casinha onde morávamos e fomos para o velho centro da cidade, mais especificamente na Praça da Sé.
Havia uma multidão como eu nunca havia visto antes e talvez ali tenha tido a primeira noção da grandeza desta cidade.
A Praça estava iluminada, confesso não me lembrar se havia uma banda, mas lembro da música especialmente composta para o aniversário da cidade. Era maravilhosa e até hoje me lembro de sua melodia e também um pouco da letra.
De repente, de mãos dadas com meu pai, holofotes iluminaram o céu e aviões passavam soltando triângulos de papel prateado com o símbolo do Quarto Centenário. Era uma chuva prateada e as pessoas corriam para pegar aqueles pequeninos papeis prateados. Pena que eu não tenho mais nenhuma daquelas relíquias, mas também não era preciso, pois eu nunca me esquecerei do que vi naquela noite maravilhosa.
A cidade ganhava um novo parque, o do Ibirapuera, lugar que hoje eu frequento com assiduidade.
Recebi esta semana um texto muito bonito de um primo muito querido no qual ele fala sobre o Quinto Centenário da cidade e, ao ler o texto, ao invés de eu ir para o futuro voltei ao passado, e daí esta pequena homenagem à minha cidade.
Apenas como curiosidade, quero dizer que minha rubrica, que uso desde os anos sessenta, é muito parecida com o símbolo do Quarto Centenário. Coincidência?
25/01/2009
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