Movidos a interesse pela cultura e poesia, lá estávamos nós. De estação em estação. Instantes poéticos. Dia de sol e céu diáfanos, contrariando todas as previsões.
Da Estação Granja Julieta até Rio Grande da Serra, éramos craques em saltar de vagões e também em se arremessarem vagão adentro, para garantir lugar para sentar. No fim, já éramos 'os outros'. Vendo e rindo de tudo em nosso melhor espírito gregário e solar.
Pegar o ônibus no ponto final, ao "lado" da Estação de trem de Rio Grande da Serra, próximo à farmácia. Lanchinho e caipirinha, que ninguém é de ferro ali mesmo no ponto de ônibus. Conversas e poesia, porque é preciso se ocupar enquanto espera.
Vila de Paranapiacaba, que em tupi-guarani significa "lugar de onde se vê o mar". É a única vila ferroviária do Brasil conservada desde sua fundação. Cidade tombada pelo Patrimônio Histórico Cultural, implantada na segunda metade do século XIX, repleta de belezas naturais do bioma Mata Atlântica.
Ao chegar, o tempo mudou de sol para 'steampunk' (vapor em inglês). Uma névoa para 'fog', inglês nenhum botar defeito. Cidade alta e cidade baixa. Reforçamos os músculos da coxa num 'step' infindável. A réplica do Big Ben Londrino, a Maria Fumaça, a beleza da Mata Atlântica, mais o perfume dos lírios e plantas.
Tudo isso impregnava nossa alma de sensações indescritíveis. Visitamos, curiosos, o Museu Castelinho, o Antigo Mercado, e o Clube União Lyra-Serrano, entre outros pontos.
Pausa para o almoço, leituras de poesias e reflexões sobre o Modernismo.
Impossível não se alegrar.
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