Um amigo chamado José Pedro Marques

Todos nós temos um bom amigo ou uma boa amiga. Essa pessoa, que estimamos, gostamos e, às vezes, até amamos, nos acompanha por um bom período de nossa vida, ou, por nossa vida inteira.

Comigo não é diferente. Meu bom amigo se chama José Pedro e mora na Lapa. Casado com a minha também amiga Bete, não tem filhos, porém tem cunhados que é melhor nem comentar. Cara tranquilo, gosta de músicas antigas (e boas) sem desprezar as novas (e boas) atuais. Gosta também dos filmes clássicos, principalmente em preto e branco. Torcedor do SPFC, não fanático, me acompanhou em muitos jogos em que atuei na várzea.

Conhecemo-nos em 1965, trabalhando numa indústria de plásticos na Vila Romana e, desde então, nossa amizade foi se estreitando, perdurando até hoje.

Ah, ia me esquecendo de um fato importante. Quando o conheci, ele estava apaixonado por uma garota chamada Dirce, que também trabalhava na mesma fábrica. Estava tão apaixonado que foi até aprender técnicas de pescarias, mesmo odiando pescar, para tentar cativar seu ex-futuro sogro. Quanto chororô eu ouvi dele, quantas vezes emprestei meu ombro, que ficou encharcado de lágrimas por causa desse amor não correspondido. Mas, amigo é assim. Empresta o ombro, chora junto, anima, discorda, dá uma dura, se necessário.

Por esses fatos é que tenho, por esse meu amigo José Pedro, um carinho muito especial, de irmão mais velho. Parabéns por mais um aniversário, amigo. Que Deus e São Judas te deem muita saúde e luz em seu caminho. Um forte e carinhoso abraço.

e-mail do autor: [email protected]