Trovas a Santo Amaro

Hoje, quem olha pensa: – ‘que confusão’!
E de fato é algo muito impressionável.
Santo Amaro abriga uma imensa multidão,
Mas é um povo extremamente amável.

Suas ruas comerciais lembram formigas,
Lojas e camelôs dividem o espaço,
Como verdadeiras almas amigas
E se enlaçam num grande abraço.

O povo, gente trabalhadeira e honesta,
Sabe que o que vale é o trabalho.
Isso é fato que ninguém contesta,
Daí vende-se tudo: rádio, tv, baralho…

Mas não se abre mão da cultura!
Em Santo Amaro, para quem precisa,
Há o Paulo Eiró com sua escultura
E para formar doutores tem a Unisa.

Nosso bairro é uma grande cidade,
Mas guarda no seu alegre ambiente
O cultivo de buliçosa felicidade.
E isso impede que o mal se saliente.

Ah! nosso Santo Amaro querido!
Há quem brade por sua independência!
Por isso nosso coração vive partido:
Temos com São Paulo ótima convivência!

Há que se ter por eles profunda cautela!
Afinal São Paulo e Santo Amaro são santos!
Para os dois temos matriz e capela.
Vivem harmônicos com problemas e encantos.

Vamos dar um “viva” a esse quatrocentão!
Nasceu em 1560, Aldeia de Santo Amaro.
E teve como Paes, Suzana Rodrigues e João, Que para a aldeia doaram o santo caro.

Parabéns, Santo Amaro, lhe dizem a Unisa E todas as empresas e grandes famílias.
Enfim, todo o povo o parabeniza!
Nasceu tão pequeno e agora tem milhas!

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