Morei na região de Vila Hamburguesa, que hoje se encontra incorporada à Vila Leopoldina.<br><br>Recordo-me que por volta de 1963, todos que moravam nos arredores ficaram contentes com a vinda da famosa caravana do “Peru que Fala”, do famoso Silvio Santos, para um terreno extenso que existia na esquina da Rua Nanuque com a Rua Schilling. Silvio Santos realizava seus shows com farta distribuição de prêmios, o que fazia a felicidade de todos!<br><br>Neste terreno também se instalavam circos e parques de diversões, com suas barraquinhas de quermesse. E lá íamos a passear com as amigas, esperando sermos contempladas com as músicas que saiam dos alto-falantes, que seria dedicada a algumas das moças, por alguém pelo qual batia mais forte nossos corações juvenis.<br><br>No mês de Junho, os três Santos também eram homenageados com as ditas festas juninas. Montavam-se barracas de brinquedos e jogos inocentes, regados com muita pipoca. Formava-se, então, a quadrilha, com os noivos que chegavam em uma carroça enfeitada com flores. O padre realizava o casamento, com encenação, como mandava o figurino (termo antigo).<br>O pai da noiva, sempre munido de sua espingarda, obrigava o noivo a aceitar a noiva, e em seguida saiam a desfilar pelas ruas ao redor. Na volta, todos dançavam ao som da música caipira, que ainda hoje é tocada nestas festas.<br><br>Infelizmente, nunca fui escolhida para ser a noiva, o que era uma satisfação para as escolhidas, já que se tornavam as participantes principais da festa.<br><br>E-mail: [email protected]<br>