A primeira vez que ouvi falar de São Paulo foi através do leiteiro, que apanhava os latões de leite do sítio do meu pai. O mesmo leiteiro que me levava para a escola, na carroceria do caminhão.
Ele passou e me disse:
– “Hoje não tem escola, porque é feriado, é dia de São Paulo”.
Eu perguntei:
– “Fica longe daqui?”
Ele me disse:
– “Tem que pegar o trem para ir para lá”.
Eu pensei comigo… Ainda vou prá lá! Eu tinha nessa idade uns oito anos… O tempo foi passando e aos doze eu fui para o “Madre Cabrini”, esta parte da história eu já contei.
Encontrei uma grande amiga, a Regina que me indicou no Comind para aprender digitação, no ano de 1974. Ela me garantiu que seria o negócio do futuro!
E o tempo que é a dádiva da eternidade (Willian Blake) me ensinou que agora tenho tempo para recordar, chorar, e ainda esperar: Enquanto espero minha filha que mora nos Estados Unidos entrar no Skype.
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