Trem pra lá – Trem pra cá

Hoje, peço licença aos leitores para escrever sobre uma grande paulistana, trata-se de Iraci Fatima Sant’Anna, nascida em Pirituba em 19 de setembro de 1948. Seus pais: Adair e Lidia tiveram mais sete filhos: Adair Tadeu, José Augusto, Humberto Aparecido, Antonio Carlos, Maria Lucia, Ademar Antonio e Nair que falecera ainda bebê; seu pai Adair era policial da extinta Força Pública. A mãe Lidia dava duro para dar conta daquele batalhão de crianças.

Iraci chegando à puberdade, para facilitar nos estudos, foi morar com os avôs no bairro de Ponte Pequena onde as escolas eram mais próximas e, nos finais de semana, voltava para casa dos pais. Seu avô, um português rude, mas muito trabalhador e honesto, trabalhava como barbeiro no mesmo bairro, seu nome era Augusto Valeriano Vieira, a avó, também portuguesa, Ana da Mota Vieira, semi-analfabeta, mas de uma sabedoria invejável, mulher sensível, cozinheira de mão cheia e estava sempre alegre cantarolando os fados de sua terra natal. Iraci era tratada por todos com muito carinho, seus tios Silvio, Manoel, Augusto, e Luis e também as tias Arminda, Iracema, Nair e Darci, além das primas de sua idade: Cleide e Elenice.

Tinha também o bebê Sidnei, o xodó das meninas. O tio Manoel criava mil brincadeiras para a criançada da Rua Tapajós, assim as crianças passavam dias felizes naquele canto da cidade. Iraci ficou moça e voltou para a casa dos pais, começou a trabalhar, se empregou em uma fábrica e loja de lingerie no Bom Retiro (é aí que eu entro na história).

Trem pra lá – trem pra cá nos conhecemos, nos tornamos amigos, nos apaixonamos e nos casamos em setembro de 1970, depois de quatro anos de namoro, temos as filhas Ana Paula (solteira), Silvia e Fabiana (casadas), os netos: Lucas, Henrique e Marina, além dos genros: João e Lucas; também tem o Acácio, namorado da Ana Paula.

Somos muito felizes graças a Deus. A paulistana Iraci, hoje mãe e avó, dedica todo seu tempo para cuidar de mim e de toda família, seus pais e avôs a educaram sempre de maneira rígida, como era a maioria da época, porém, com muito carinho. Este tipo de educação e sua força de vontade a transformaram em uma grande mulher, paulistana de garra como muitas que conheço. Para finalizar, quero homenageá-la com um trecho da música de Carlos Gonzaga: “Ó Iraci ai como eu amo a ti!”. Um grande abraço a todos os leitores.

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