Traços da colônia italiana no Brasil

Queria saber mais sobre a colônia italiana que se radicou em São Paulo. Conheci algumas famílias por intermédio de colegas como o Agnelo, das Perdizes, onde num domingo ensolarado fui lá saborear uma lasanha em companhia daquela família que nunca esqueci a boa acolhida!

Imagino descendentes de imigrantes italianos que se estabeleceram em São Paulo; donos de padarias, empórios, mercados, indústrias, trabalhadores etc. Vejamos a pesquisa que realizei (Wikipédia, a enciclopédia livre):

"O Estado de São Paulo possui a maior colônia italiana no Brasil. Atraídos para trabalharem nas colheitas de café, no ano de 1900 já viviam no estado 800 mil italianos. Com o fim da escravidão no Brasil, o país começou a atrair imigrantes a fim de substituir a mão de obra africana. São Paulo concentrava a maior parte das fazendas de café e, por isso, recebeu 70% de todos os imigrantes italianos que vieram para o Brasil.

Com a decadência da produção cafeeira, os italianos passaram a rumar cada vez mais para o centros urbanos, onde chegaram a compor a maior parte da mão-de-obra nas indústrias paulistas. A influência italiana em São Paulo é evidente tanto no interior do estado como nas regiões urbanizadas, em bairros como a Mooca ou o Bixiga.

Atualmente, vivem em São Paulo treze milhões de italianos e descendentes, representando cerca de 32,5% da população do estado.

Língua: Hoje em dia, quase todos os ítalo-brasileiros falam o português como língua materna. A língua italiana foi proibida no Brasil na década de 1930, pelo presidente Getúlio Vargas, após declarar guerra contra a Itália. Qualquer manifestação da cultura italiana no Brasil era crime. Isso contribuiu bastante para que o idioma italiano fosse pouco desenvolvido entre os descendentes de italianos

Na cidade de São Paulo, a diversidade dos falares dos imigrantes resultou numa maneira de falar bastante peculiar, que se difere substancialmente do falar caipira, que predominava na região antes da chegada dos italianos e é ainda generalizado no interior do estado. O novo falar se forjou da mescla do calabrês, do napolitano, do vêneto, do português e ainda com o caipira. Atualmente, a influência italiana no português falado em São Paulo não é tão grande quanto no passado, embora o sotaque paulistano continue marcado pelo dialeto ítalo-brasileiro que predominava na cidade no início do século XX. É de notar que a influência italiana no falar paulistano se generalizou bastante, ao ponto de englobar os habitantes da cidade que nem ao menos possuem ascendência italiana.

Fenômeno semelhante ocorreu no interior do Rio Grande do Sul, mas englobando quase que exclusivamente a população de origem italiana. O dialeto talian (com raiz no vêneto), é bastante difundido nas zonas vinícolas do estado. Nas zonas rurais marcadas pelo bilinguismo, mesmo entre a população monolingue em português, o sotaque italiano é bastante característico.

Santa Catarina:
Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao estado de Santa Catarina em 1836, oriundos da Sardenha, fundando a colônia de Nova Itália (atual São João Batista). Esses imigrantes pioneiros chegaram em número reduzido e pouco influenciaram na demografia do estado.

Foi mais tarde, a partir de 1875, que passou a ser assentado no estado número maior de imigrantes italianos. Neste ano, foram criadas as primeiras colônias italianas do estado: Rio dos Cedros, Rodeio, Ascurra e Apiuna. Diversas outras colônias foram criadas nos anos seguintes, sendo o sul de Santa Catarina o principal foco de colonização italiana do estado. Os imigrantes se dedicaram principalmente à agricultura e à indústria de carvão.

A partir de 1910, milhares de gaúchos migraram para Santa Catarina, dentre eles, milhares de descendentes de italianos. Esses colonos ítalo-brasileiros colonizaram grande parte do Oeste catarinense.

Atualmente, vivem em Santa Catarina três milhões de italianos e descendentes, representando cerca da metade da população catarinense.

O Hino La Merica é o hino oficial da imigração italiana em Santa Catarina. Em 8 de junho 2007, o Deputado Clésio Salvaro, atual prefeito de Criciúma, foi o autor do projeto que oficializa o tema das festividades da imigração italiana em Santa Catarina. Os 130 anos da imigração vêneta foi comemorado no ano de 2008 pela Assembléia Legislativa do estado.”

E recentemente um amigo enviou-me um site com mais de mil músicas italianas, letras das músicas e a tradução. E também em viagem de um tempo atrás comprei dois cd’s de Inês Rizzardo, e ao escutá-lo tive a idéia de escrever sobre este tema.

Na verdade queria mesmo era falar de minha vivência junto às colônias italianas, já que meus avós, todos eles, são descendentes de italianos.

Se publicada, quero é compartilhar com os amigos as suas experiências e riquezas das convivências junto às colônias que desconheço, mas que não falte a música, o vinho e nem a polenta!

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