Quando menino, jogava futebol na rua, como todo mundo. Duas pedras eram o gol. A bola sempre improvisada.
Coleção de balas Futebol…
Lembro-me quando moleque, com sarampo, em 1949, fechado em casa, meu Tio Nenê apareceu com uma caixa de balas Futebol. A bala era enjoativa e quando vinha uma figurinha carimbada era uma festa. E tinha o jogo de "abafo". Uma infância pobre, mas feliz.
A Rua Salete era sem saída e não passavam carros. Havia muitas chácaras. Uma era do Sr. Arlindo, um português que, de vez em quando, fazia umas sardinhadas.
Meu irmão Walter montou um time de futebol e logo começamos a jogar "contra". Colocávamos na Gazeta Esportiva avisos de jogos. O time chamava-se Quitandinha e cada camisa tinha uma letra – pois a palavra quitandinha tem 11 letras.
Lembro-me do goleiro, era o Posada. Tinha também o Simão, o Groselha, o Wado… Isso em 1956 ou 1957. Os jogos eram na várzea do Tietê, que tinha inúmeros campos, a iniciar pelo do Voluntários. Íamos de caminhão. Era uma bagunça feliz. Nossas vizinhas eram as moças Salete, Cléo e Marilena, sempre muito simpáticas.
Mais tarde no Clube Tietê, hoje infelizmente extinto, muitas aventuras. Remávamos no rio e subíamos até o Canindé, que na época era do São Paulo e hoje é da Portuguesa.
Fico analisando quantas mudanças ocorreram desde então. Este site nos permite encontrar amigos daquela época distante. Espero que algum deles leiam estas "mal traçadas" linhas pois, não tenho o belo estilo de outros que aqui escrevem.