Tatuapé: meu amor

Quem não se lembra da famosa porteira existente na esquina da Rua Antonio de Barros com a Avenida Conde Frontim. Abaixa a cancela, levanta a cancela e lá vai mais um trem. Será que vai pela linha tronco ou pela variante? Lembram-se? Devo ir pela Rua Antonio de Barros ou pela Rua Conselheiro Carrão? Pois o meu destino era a Rua Serra de Botucatu.

Nos anos 60 (saudade) eu atravessava as ruas Ibicaba, Guaraciaba, Flamengo e Diamante Preto para enfim chegar a Rua Serra de Botucatu, cheia de casas antigas que já não existem mais. Eram ruas de terra batida.

Eu descia feliz até a Rua São Bernardino de Siena (onde morava) próximo a Rua Carlos Silva. Lembro-me do bar do senhor Daniel (já falecido) onde meu pai comprava pão fiado, das enchentes, das chácaras da Rua Pamona, onde havia o Clube de Futebol Cacique, cujo uniforme tinha um índio estampado, na camisa com botões.

Lembro-me da venda do senhor João, que existe até hoje e sempre que posso vou até lá. O estabelecimento está bem deteriorado, mas conseguiu resistir ao progresso.

Os boleros, os balões e as inesquecíveis fogueiras juninas, éramos felizes e não sabíamos. Que saudade me dá.

E-mail: [email protected]