Aos domingos as ruas do bairro ficavam sempre em festa, com pessoas que iam e vinham das missas nas igrejas Cristo Rei, N. S. do Bom Parto ou da Capelinha de N. S. da Conceição, na Praça Silvio Romero, e se misturavam com jogadores de vários times que tinham suas sedes nos porões ou nas garagens das residências, onde trocavam de roupa e vestiam os uniformes, muitos desses, presente de algum político ligado à Federação, como o deputado da época João Mendonça Falcão.
Havia muitos times, o Tuiuti, Cruzmaltino, Urca, Sampaio Moreira, Primavera, São Luiz, Duque de Caxias e muitos outros. No início de abril de 1951 num campinho da rua Platina, nascia o Mirim Cruzeiro do Sul, que mais tarde se tornou o famoso Cruzeirinho do Tatuapé.
No final da década de 50 e meados dos anos 60, havia os bailes juninos que se estendiam o resto do ano, o baile do Cruzeirinho era o mais famoso, mas havia também o Cruzeirão, Sampaio, Porcelite, Vila Paris, Azevedo.
Além dos bailes no bairro, a moçada se encontrava também no Clube Esportivo da Penha para dançar ao som da orquestra do Clodo, no Independência no Brás, onde se apresentava o Los Guarachos, no Club Homs eram as orquestras do Zezinho e do Osmar Milani. Além desses tinha os salões do Palácio Mauá, no Viaduto Maria Paula, Casa de Portugal e Centro Professorado na Vergueiro, Esso Club e Piratininga na Rua da Mooca.
Grandes jogos de futebol, com as rivalidades de Cruzeiro e Silvio Romero ou de Sampaio e Primavera, misturavam-se com grandes bailes. Bons tempos, quando o grande “barato” da moçada era cuba libre.
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