Quantas foram às tardes de domingo em que eu saia de casa em Santo Amaro, já com horário pré-fixado, para não perder a saída do trem que partia da Rua João Teodoro no Pari. Embarcava cheio de alegria, pois era adolescente, tinha 17 anos, e tudo em São Paulo para mim era o máximo.
Ao sair da estação, já percorria a Avenida Cruzeiro do Sul, onde hoje passa o metrô, em direção à Santana, passava pela primeira estação Carandiru. Olhava o presídio e imaginava como era bom ser livre. A próxima estação era Areal, entroncamento de onde se ia a Guarulhos, pela Av. Gen. Ataliba Leonel, em outro ramal, onde até hoje temos a penitenciária.
A próxima estação era Santana, incrível como no meio da a Av. Alfredo Pujol pendurados no balaustre do trem, passávamos a mão no trolebus que descia a avenida, bem lá em cima, perto do quartel entravamos verdadeiramente em uma linha férrea e a próxima estação era Santa Terezinha. Descíamos mais um pouco e estávamos no Mandaqui, depois de passarmos nas estações, Invernada, Parque Brasil e Pedra Branca eu chegava ao meu destino, Horto Florestal.
Passava à tarde no Horto Florestal tentando paquerar as meninas, era difícil a vergonha era maior. Se fosse hoje… Assistia às partidas de futebol do Clube Atlético Silvicultura, curtia o baile da tarde e voltava pra casa feliz, muito feliz, São Paulo dava condições para você ser feliz!!!
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