Simplesmente um cantor

"Zampanô", nome tirado de um filme ítalo-americano, com Giuliana Messina e Antony Queen (perdoem a grafia); filho de Dona Júlia (portuguesa?) e do Sr. Pires, marceneiro…

Às vezes, quando o bolso permitia, íamos até a Cantina de Tito Schipa (mais uma vez, a grafia!) na Rua Ana Nery, na Mooca: sentávamos numa mesa (o Zé, o Grandão, o Tonhão, o Fernando, o Boné, e outros que a memória teima em não lembrar).

O tal de Zampanô, era um barítono e acredito, cantava bem… Mas era de uma timidez incrível, só se soltava após alguns copos de vinhos…

Uma noite, após se "soltar", cantou, cantou e encantou: "o Sole mio", “Torna a Sorriento”, “Mari Mari” (que eu adoro) e outras tantas…

Após as pizzas, as cervejas e vinhos, pedimos a conta. O garçom veio e disse:
– “O pessoal da mesa (tal) já pagou.”

E lá fomos, ébrios, cantando e cantando… Felicidade que não volta!

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