Lá pela década de 1940/ 1950 as segundas-feiras eram dias de a minha turma ir ao Cine Paroquial, este cinema ficava no Ipiranga, na Rua Brigadeiro Jordão, esquina com a Rua Lino Coutinho, o gerente era o Sr. Clibas e o porteiro era o Sr. Miguel, um senhor alto com um farto bigode, esse era o nosso programa em um dia que a gente procurava dormir mais cedo, pois a sessão terminava por volta das 10h30.
Geralmente, eram exibidos dois filmes que variavam entre um “farwest”, policial ou de aventuras, mas houve um filme do qual jamais vou me esquecer: trata-se de uma película mexicana denominada “A Deusa Ajoelhada”, o título em castelhano era “La Diosa Arrodillada”.
O filme era estrelado por Arturo de Cordoba e Maria Felix e versava sobre uma estátua que adornava o jardim de uma mansão, a atriz foi considerada a mulher mais bonita do mundo e quando a câmera focalizava seu lindo rosto em “close” ouvia-se um “Ho!” da plateia.
A história se desenvolveu com o galã se apaixonando pela beleza da estátua, cujo modelo era a atriz Maria, foi um filme maravilhoso do qual jamais me esquecerei. O cinema infelizmente encerrou as atividades, mas deixou muita saudade, pois fez parte da minha infância, da minha adolescência e parte da minha vida adulta, bons tempos que não voltam mais.