“Moro em Jaçanã, se eu perder esse trem que sai agora às 11 horas, só amanhã de manhã”
Provavelmente todo mundo já cantarolou os versos de uma das mais famosas canções de Adoniran Barbosa. “Trem das onze”, composta em 1964, é um clássico desse gênero. Adoniran, como ninguém, soube cantar o cotidiano e o modo de ser dos paulistanos.
Embora não fosse natural de São Paulo, pois nasceu em Valinhos, no interior do estado, em 7 de agosto de 1910, Adoniran se tornou uma instituição do samba paulistano e da própria cidade. Seu verdadeiro nome era João Rubinato, tendo adotado o pseudônimo que o tornou famoso em 1934. Inaugurado recentemente no MIS (Museu da Imagem e do Som) o Espaço Adoniran Barbosa presta homenagem ao compositor que nos deixou no dia 23 de novembro de 1982. Versátil iniciou a carreira no rádio, além de também ter mostrado talento como ator e comediante em vários filmes e seriados de TV. Estão expostos objetos pessoais como o chapéu de feltro Prada, a gravatinha borboleta e os sapatos. O visitante também pode conferir uma série de fotos de Adoniran ao lado de parceiros famosos da música, além de imagens de alguns dos filmes nos quais atuou.
Corintiano fanático, adorava futebol e essa paixão é evidenciada em alguns objetos expostos. Estão lá sua carteirinha de sócio do Corinthians, além de uma camisa do Timão, autografada por Sócrates, craque do clube nos anos 80. Chama atenção um lado pouco conhecido de Adoniran Barbosa: ele adorava construir brinquedos e a bicicleta de arame e o trenzinho feito de madeira são provas de sua criatividade como artesão. Também emocionam os depoimentos do próprio compositor e os de sua esposa, Matilde de Luthis, com quem viveu por mais de quarenta anos. O visitante também tem acesso a um vídeo que fala do compositor mostrando aspectos curiosos de sua vida. E o melhor de tudo: é grátis. Vale a pena dar uma passada e conferir um pouco da obra deste grande ícone de São Paulo que foi Adoniran Barbosa.
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