Ontem e hoje

Hoje acordei bem humorado. Como de praxe, fui até a igreja e fiz as minhas orações. Engraçado, parece que ao sair da Igreja o humor melhorou mais ainda. Pensei com meus botões: assim que chegar em casa vou direto ao computador e hoje vou escrever coisas (causos) engraçadas ocorridas no meu trabalho na área de telecom. Digo coisas engraçadas para alegrá-los, para que no ano de 2014 todos nós comecemos com o pé direito e que tudo de bom se realize. “Xô” tristeza. 
 
A nossa Matriz ficava na Rua Alvares Penteado, perto do Largo do Café, no Centro Velho da capital. Um momento, preciso atender a porta porque estão batendo palmas. Era o rapaz da Prefeitura que veio entregar o carne do IPTU. Tive que assinar o recibo, exigência deles para não dizermos depois que não recebemos, ou seja, “dar uma de migué”. Foi até bom ter ido lá fora porque já aproveitei e atendi o carteiro com a minha correspondência, logo notando junto com elas o comprovante do IPVA. 
 
Parece que a alegria já está querendo ir embora, e resmungando passei pela patroa (dona Elaine) dizendo ela que é para eu não esquecer do compromisso de irmos até o colégio para a matrícula do nosso menino (tenho um filho temporão de 14 anos). Nesse novo método de ensino, o próprio colégio já fornece as apostilas para o ano todo, evidentemente com o preço embutido nas mensalidades. Por um lado não preciso mais ficar fazendo pesquisa nas livrarias, como fazia todos os anos. Mas o preço cobrado por eles será que não estou levando prejuízo nisso tudo? 
 
Notei no ano que passou que as despesas com o colégio aumentaram, em razão de a minha esposa querer fazer o lanche do garoto e ele logo retrucar; mãe se levar o lanche o pessoal vai pensar que eu sou careta, o papai já deu dinheiro para o meu lanche lá da cantina. Lá eu tenho opções: salgadinho, coxinha, hambúrguer, Coca-Cola, etc. 
 
Além desses salgados o preço acabou ficando salgado, fazendo mal para o meu bolso e para o coração dele. Lembrei-me da minha época na Rua Tuiuti, do Colégio Congonhas do Campo e do colégio da Rua Maria Eugenia, o Erasmo Braga, que tinha os pipoqueiros na porta, que vendiam também o quebra-queixo, paçoquinha, e outras guloseimas que pagávamos com alguns tostões e ainda tinha troco. 
 
Os colegas que por ventura levavam um lanche (pão com manteiga), nós logo corríamos atrás e pedíamos um “teco” (um pedaço). Vocês já perceberam que todo final de ano a pergunta mais frequente dos repórteres é o que iremos fazer com o nosso 13º salário. Mal sabem eles que já estamos pensando em um 14º salário e quem sabe da Dilma nos brindar com uma “Bolsa de Aposentado”. E os analistas entendidos em finanças, dando as dicas de qual o melhor fundo de investimento para aplicarmos nosso 13º salário. 
 
Só rindo mesmo, porque o pessoal que deveria estar ouvindo essas dicas já transformaram seus 13º e 14º polpudos salários em dólares e já estão desde dezembro na “Zoropa”. Recebi um e-mail de um conterrâneo baiano dando as dicas para nós: não se avexe paulista, mais alguns dias o Carnaval estará batendo em nossa porta. Venham para Salvador conhecer a Ivete, Caetano, Osmarzinho, Chiclete com Banana e mais de 50 trios elétricos. Outra coisa: Olinda já está toda enfeitada, está maravilhosa. E o bom de tudo isso: o Carnaval aqui dura o ano todo. Pensei, pensei e voltei ao meu passado relembrando dos nossos matinês carnavalescos que brinquei no Clube Tatuapé da Celso Garcia, no Ginásio do Corinthians, no Clube Esportivo da Penha e lá na Rua Javari na Mooca, no Clube do Juventus. “Quem sabe, sabe. Conhece bem. Como é gostoso. Gostar de vocês, meus amigos”. Abraços…