São Paulo sem maquiagem

Onde é que foi parar aquela loja de sapatos? Diz-me onde é que eu tiro duas fotos três por quatro. Cadê a padaria que havia ali na esquina? Ninguém sabe de nada e, se sabe, não ensina.<br><br>Nem mesmo o colégio que ostentava com orgulho o nome do patrono… Foi levado com o entulho?<br>E até mesmo o despachante, a gráfica e o hospital particular ou público… Por fora está tudo igual.<br><br>E se você não achá-los<br>O problema é seu… <br>Dirão<br>Mas logo que encontrá-los<br>Todos lhe perguntarão<br><br>Das luzes multicores que iluminavam as ruas com prédios mal vestidos, naquele imenso cartaz. Oh! Nas vestes desbotadas, minha cidade seminua, eu vejo como tu eras bela… <br>Envolta a tantos ideais.<br><br>E, por certo, há quem queira que permaneças assim. Quando há outros que suplicam de volta aquela cidade escondida, na saudade, feita de concreto… <br>Enfim eu já escolhi um jeito de sentir felicidade, que é viver na cidade que eu trago dentro de mim, São Paulo, minha São Paulo, a cidade onde eu nasci.<br>