Nasci na Bela Vista em 1954, filho de poeta e escritor sertanejo, mineiro e gráfico. A gráfica ficava na Rua Rego Freitas, consolação.
Meus avós Eduardo de Genaro e Angelina Bruno eram Italianos, e estão descansando no cemitério do Araçá. Com minha mãezinha Christina, minha avó e minha tia Ilda.
O que relatarei será uma infância muito bem agitada. Com carrinhos de rolimãs e futebol no clube “Boca Juniores” da Bela Vista. Cresci em meio a Jovem Guarda, ia todo domingo para a consolação assistir a Jovem Guarda. Usava calça calhambeque e cinturão 007, camisas xadrez e botas.
Namorava e era feliz nos bailinhos, mais um belo dia o prefeito pediu nossa casa para alugar a Rua Santo Antônio 889, e minha avó que tinha construído a casa nos moldes da Itália, começou a chorar. Eles fizeram o Viaduto do Café.
Mais o principal é minha história, com meus amigos. O Waldir Japonês, e os amigos da Rua 13 de Maio. Meu primeiro emprego em uma papelaria na Major Diogo, que felicidade aquele tempo. As guerras de pedras na baixada onde hoje é a Câmara na Maria Paula. O incêndio do Joelma, que levei leite ainda pequeno.
Do meu pai ninguém lembra, poeta sertanejo que animava as manhãs de domingo no programa de rádio na Bandeirantes e outras emissoras. O Zeca Mineiro que mora na Nove de Julho. Minha tia Suzi de Genaro que também mora na Nove de julho.
Colégio Maria José, Rodrigues Alves na Paulista, e Marina Cintra.
Andava na 25 de Maio, no Trianon matando passarinho e na Nove de Julho gritando no túnel. Namoradas, muitos passeios e pouca preocupação com o futuro, assim São Paulo me criou para o mundo, estive em oito paises e passei por todo o Brasil.
Hoje moro no sertão em Juazeiro, tenho um filho com minha mulher e uma filha adotiva que já casou. As lembranças de São Paulo não saem de minha memória.
São Paulo porta aberta para o mundo…
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