São Paulo minha cidade

Meu texto de número 100, suponho. Não imaginei haver ter chegado a tanto. E para comemorar, se publicado, o número 100, escreverei sobre a cidade de São Paulo, sobre a região do Brás, quando por aí estive a passeio no dia 15 de dezembro passado; conheci a Praça do Coco, ali no caminho entre o Terminal Turístico de São Paulo, até o local da Feira da Madrugada, passei por uma praça, a Praça do Coco. É uma pracinha bem pequena em forma de triângulo, não sei seu nome correto. É conhecida assim devido ao número de caminhoneiros que descarregam o coco verde, para as praças de São Paulo, metrópole. Está bem desarrumada, o mato tomou conta e cocos vazios espalhados pela praça, dizem os ocupantes que dali saem os cocos para toda a região da cidade de São Paulo.

Chegamos de madrugada, mas não deixamos o ônibus, esperamos que o dia clareasse para caminhar pelas vias de SP, naquelas imediações do Mercado Municipal da Cantareira, da Rua Santa Rosa, onde casas especializadas comercializam frutas cristalizadas, cereais, laticínios, bem movimentadas. Amei o programa que fiz. Sai do Terminal Turístico, observando todos os detalhes, o jeito daquela região se comportar, humanamente falando, o povo andando pelas ruas com suas ideias na cabeça e compras por fazer. Não era o meu caso. Mas comprei, lógico, fiz as minhas compras, gastei o dinheiro que tinha comigo.

Depois de circular um pouco, levei minhas compras para o ônibus que ficou estacionado no Terminal. Próximo dali o Mercado Municipal; cheguei ao Mercado da Cantareira, para fazer a refeição. Tomei meu café primeiramente no Shopping Réplica, em um café ali bem movimentado, acho que foi na 25 de março, ou Oriente, não sei bem.

Agora sim, depois de minhas compras fui ao Mercadão, avistar o que outrora tinha sido minhas maiores admirações, ver o local onde é considerado o maior ponto turístico de São Paulo, ali sentei-me, para tomar um chope no Bar do Nico, no mezanino. Estava um pouco movimentado demais para mim, desci as escadarias e deparei-me com o Portuga Bar. Ali mesmo fiz minha refeição e me refresquei do calor. Para variar chovia, uma chuva fina, para não dizer garoa. Gosto não se discute. Vamos aproveitar!

Meu Deus, que emoção. Ali meus olhos percorriam tudo, de um lado e de outro, avistando a Avenida Mercúrio, a Avenida Senador Queirós, e demais vias, do Estado, as marginais. Um ponto me chamou atenção, as torres de uma Igreja que depois fui saber tratava-se das torres da Igreja de São Vito, famosa no bairro do Brás, onde é realizada a festa tradicional.

Que mais? Recordações do passado, quando por ali circulava, sem tempo para nada, apenas para trabalhar e trabalhar para o sustento, a sobrevivência.

Neste ano, mês de janeiro, a cidade irá celebrar mais um aniversário de fundação. Vamos escrever sobre São Paulo, essa cidade mistério e de tanto encanto. Na opinião de alguns moradores, esses tempos sujos e esquisitos, mas é preciso ter um olhar de carinho e de amor, por tudo o que ela representa para a população, residente ou passageira.

São Paulo, capital e a felicidade de ter conhecido a Praça do Coco, dizem que recebeu esse nome, devido ao movimento do comércio dessa fruta. E em meio ao que mostra aquele cartão postal, histórias de vida de muitos personagens que viveram no passado, no presente e que viverão no futuro, São Paulo não pode parar, dizia o chavão. É assim a cidade a meu ver: encantadora sobre todos os pontos de vista, cresceu.

Eu tentei várias vezes e de maneiras diferentes escrever esse meu texto, mas foi assim que ele me saiu e talvez não como o queria, como eu gostaria de homenagear esta cidade, nesse tempo.

Concluo com uma citação da Clarice Lispector, que diz como a felicidade se manifesta.

“A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.”

Aos paulistanos, aquele abraço!

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