Não sou paulistana, mas sou paulista.
No ano de 1937, com sete anos de idade, entrei no primeiro ano do grupo escolar na cidade de Lins. Esse ano, para mim, foi a maior alegria; aprender a ler e a escrever, que dádiva!
Maior alegria ainda era meu uniforme: era de algodão listrado de preto, tipo um avental abotoado, do lado esquerdo um bolso bordado com a bandeira paulista. Para mim, não podia ter uniforme mais lindo que esse, me sentia a porta bandeira do meu estado.
Ficou tão marcado que até hoje me sinto criança, com meus sete anos, indo feliz para o dever de cada dia.
O amor pelo nosso estado e cidade foi se formando aos poucos, sempre com boas surpresas. Fui à cidade de São Paulo várias vezes, em casas de tias maternas e paternas. Com quinze anos já ia de um bairro a outro, da Lapa, onde morava minha avó, à casa de minha madrinha e tia, na Rua Conde de Sarzedas, e também da Lapa para a Vila Clementino, onde residiam outras tias. Tempo bom! Ia e vinha sem medo de ser feliz.
Para me orientar nas idas e vindas, guardava os prédios que faziam parte de meu roteiro: Caixa Econômica Federal, Praça Patriarca, Teatro Municipal, Mappin e outros.
Estudei e me formei em magistério em 1954. Minha formatura foi na cidade de Lins, e nosso convite foi impresso em papel de linho branco, traçado com as cores preto e vermelho, lindo!!
Dia 25 de janeiro de 1954, estava em São Paulo e assisti a toda festa, acompanhada de minha irmã e prima, que foi muito linda, e lembro que ficamos encantadas com os papéis em forma de triângulos prateados que vinham do céu.
Em 25 de janeiro de 2004, tive a honra de poder assistir novamente a festa de 450 anos da cidade, no Pátio do Colégio, desta vez acompanhada de minha filha Maria Ignez.
Vou sempre a São Paulo, onde guardo boas recordações.
Cidade de São Paulo, que aprendi a amar desde pequena, e mais ainda por ser mãe de dois paulistanos, Maria Ignez e Mauricio, nascidos no Hospital do Servidor Público Estadual e batizados na Igreja da Sagrada Família, na Vila Carrão, onde moramos. Aí deixei bons amigos.
Hoje vou a São Paulo com meus filhos, nora e netos, Gabriel e Laura, que já aprenderam a amar a cidade.
Paz e benção à cidade de São Paulo. Cidade sem fronteiras, sua divisa é trabalho!
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