"Maria, Mãe de Jesus, o tempo passa, não volta mais! Tenho saudades daquele tempo que eu te chamava, de minha mãe", diz aquele hino antigo, deve ser uma música composta e gravada pelo Padre Zezinho.
É mais ou menos isso o que o refrão da letra do canto religioso e Mariano quer dizer e que tomo emprestado para me referir a um tempo que já passou, e que muitos de nós nos lembramos, de quando moramos ou morávamos em São Paulo.
É típico dessa cidade receber pessoas de todos os locais, não só do solo brasileiro, mas também de outros países. Por isso, a cidade tem ares cosmopolitas. Ao nos referir a cidade de São Paulo, quer dizer que somos cidadãos do mundo, que se adaptam com facilidade aos seus usos e costumes daqui.
É diferente, entretanto, o olhar de quem nasceu por aqui. Não dá para esquecer os vínculos do morador nativo da cidade de São Paulo. É para vocês em especial que lhes escrevo.
São Paulo tem orgulho da cidade que viu nascer. Dos seus prédios (arranha-céus) que construiu, do sistema de transportes que viu evoluir. Das suas indústrias que produz de tudo e do comércio que movimenta produtos de todos os estados e nações. É então considerada, e de fato é, a capital da produção nacional, o seu produto interno bruto não sei que percentual ostenta, mas deve ser alto o Pib como a economia o define.
Para ser esse requisito aceito, como unanimidade nacional, deveria, a meu ver, ser tratada como tal e receber de volta em aplicações, a título de "royaltes" como contrapartida, beneficiando a cidade do que ela mais necessita, isto é, em preparação dos seus salões, exposições, feiras, amostras, etc. Se ela, no entanto já possui esta qualificação de forma natural, pois não há quem produza ou crie novos produtos que não venha a exibi-los por aqui?
Acontece, porém, que do resultado dessas exposições, se for verdadeiro, pouca coisa é aplicada e dirigida para que a cidade possa se revigorar e se recuperar de seu desgaste normal sofrido com o tempo. Proponho então analisarmos a possibilidade de que seja destinado um pequeno percentual, a título de bônus, a ser cobrado pelas redes de hotéis, bares, restaurantes, casas de espetáculo e afins, do centro expandido e reinvestido integralmente pela Prefeitura e algumas das subprefeituras da capital, ligadas ao turismo e revertido em obras de beneficiamento para recolocar todas as pessoas que vivem nesses pontos do centro, por exemplo, e principalmente para deslocá-las para locais adequados, revitalizando assim toda a cidade, deixando-a mais preparada para receber visitantes de onde vierem, para que conheçam suas ruas, seus bairros, seus museus, suas casas de shows e espetáculos, enfim, dar uma arrumada na casa e fazer de tudo para que São Paulo tenha o que há de melhor.
Essa ação não seria tanto pelo efetivo resultado das taxas a serem cobradas, mas dos investimentos aplicados e seria uma espécie de artifício que se criaria para revolucionar a cidade em todos os seus segmentos, para fazê-la voltar ao que sempre foi e ao que sempre pensamos que seria, uma cidade encantadora e amada por todos os brasileiros que aqui venham, para comprar e gastar, se divertir.
Para isso seria preciso incentivar o legislativo municipal para criação de alguma lei que contemple este aspecto e votá-la, de preferência, unanimemente, isto é, sem nenhum veto e sem nenhuma ingerência de partidos políticos, omitindo até o idealizador, para que não seja despertada nenhuma saudável inveja de ninguém. Ou seja, o próprio site São Paulo Minha Cidade como o seu idealizador, pois sente esse desejo de todos que por aqui circulam, e é esse querer a cidade assim que nos move a este tipo de ação. Mãos a obra, amigos!
Um grande abraço a vocês.
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