Não sei como surgiu esse nome aos hospitais de anos atrás, mas pulo essa parte para contar mais uma. Quando garotão, fui socorrido na Santa Casa (centro), uma das poucas vezes que me lembro de ter ido a hospital (graças a Deus). Um amigo me indicou e fui bem atendido.
Passados anos, levei minha sogra para fazer algumas consultas e fiquei olhando a arquitetura do prédio. Que bonito, todo aquele quarteirão com milhões de tijolos a vista, ambulâncias entrando a todo o momento, jovens bonitos todo de branco, estudando e tentando salvar vidas.
O pátio do estacionamento mais parece uma revenda de carros novos, inclusive tem importados. Na Santa Casa encontramos gente rica, pobre, morando em São Paulo ou na grande São Paulo, até estrangeiros como chilenos, bolivianos, em busca de algum alento.
Pois bem, essa Santa Casa é uma cidade, até uma missa naquela capela já assisti. Todas as madrugadas há filas para agendar consulta como cardiologista, oftalmologista, hérnia, cardiovascular e por aí vai. Já vi muitos feridos chegando junto por motivo de jogos do SPFC e comemorações na Avenida Paulista.
Agora a maior: após ter chegado numa quinta-feira, às 10h00 da manhã, para ser atendido às 7h00 da manhã de sexta-feira (isso mesmo), fui sentir o drama do que é uma espera numa Santa Casa. Comecei a fazer a fila, levei muita comida e muita roupa para poder passar a noite. Fui o primeiro. Quando era 3h00 da manhã, chegou mais um paciente para consulta, sem uma perna e portando doenças.
Essa Santa Casa é muito linda por fora, mas, por dentro, há muito sofrimento: são pessoas doentes que precisam de tudo, amor, carinho, fé.
Já há algum tempo, a cada três meses, faço doação de sangue. Inclusive numa delas, lá estava nosso governador, Senhor Jose Serra. Belo exemplo.
São pacientes do Brasil todo e de fora que lá estão, infelizmente para algum tipo de tratamento. Deus cuide sempre da Santa Casa de Misericórdia. Amém.
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