Sampa pela primeira vez

O Felipe me pede para contar a história de nossa primeira visita dada em solo paulistano. Não posso deixar de atender o "guri". O Felipe tinha "defeito", numa consulta com um médico daqui de Florianópolis que diagnosticou uma irregularidade no seu coração. Havia um sinal que aparecia no rx e o médico recomendou que fizéssemos uma consulta com um especialista em São Paulo. Fazer uma bateria de exames entre eles, de visão, cardiológicos e que foram executados num laboratório da USP. Percorremos aquelas calçadas e corredores da Faculdade de Medicina da USP atrás do resultado final dos exames numa expectativa enorme. Foi um temporal que se abateu sobre nós naquela ocasião, e enquanto perdurou a dúvida. Ficamos durante uma semana aproximadamente em São Paulo. Estava junto ao médico que mediante o aparelho de ultra-sonografia não sei de que tipo, detectou uma pequena deformação congênita ao lado do órgão, mas que de maneira alguma precisaria ser corrigida ou extraída. Graças ao bom Deus que tudo passou e foi apenas um susto. Felipe contava com seus 10, 11 anos. Hoje está com 26, é uma pessoa bastante sociável e feliz.
Fizemos a viagem de Avião pela extinta VASP e retornamos pela VARIG num tempo em que não se cogitava apagões aéreos, embora sempre houvesse o risco de voar. Para retornar a nossa cidade natal, fomos até o balcão da empresa e explicamos as razões de querermos voltar rapidamente, pois não havia mais lugares no vôo para Floripa. Feitos os contatos internos, autorizaram em utilizarmos as poltronas de reserva do avião, que ficam na primeira fila, para esses casos de emergência ou urgência no atendimento, a chamada “reserva técnica” dos vôos. Sabemos que estas reservas existem, por exemplo, para quando um presidente viaja a determinado local. Resultado: viemos na primeira fila e na primeira classe, sorridentes. Foi um vôo dos mais tranquilos e na certeza de que o garoto nada tinha de errado.
Felipe hoje é formado em Engenharia Sanitária Ambiental e ocupa um posto na empresa Águas de Joinville. Ainda cursa o mestrado na UFSC e é tido com um bom engenheiro, aliás, seu irmão Eduardo também se diplomou no mesmo curso e trabalha na área em uma empresa de Blumenau-SC, a Tecnosan (Saneamento básico). Marcele, a noiva de Felipe também é engenheira sanitarista e ocupa cargo de confiança na AMAE de Joinville tendo passado em concurso em 1º lugar. Para completar nossa alegria e felicidade, devo dizer que o nosso caçula Fernando, está cursando Agronomia na mesma universidade que seus irmãos frequentaram.
Com a graça de Deus a saúde da família anda bem e nada melhor do que isso para o nosso bom-viver, o resto a gente tira de letra, como se diz na gíria.
As lembranças que o então garoto Felipe tem de Sampa são da pensão em que nos hospedamos na Rua do Instituto do Coração (INCOR) próximo à Av. Paulista, não lembro o nome da rua, mas está na minha inteira lembrança.
A Pensão era apta para abrigar clientes e pacientes do Incor, e com preços acessíveis, um lugar limpo, bem a gosto decorado e com requintes de hotel de 3 estrelas, o suficiente para nos abrigarmos Estavamos eu e o Felipe apenas.
Lembra o Felipe também dos cafés que tomavamos na padaria e lanchonete em frente à pensão; ele não se esqueceu do suculento lanche e dos cafés que tomavamos em nossas refeições matinais.
Próximo dali estava o MASP (Museu de arte de São Paulo), então percorremos e visitamos todo o acervo do museu.

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