Rua Prof. Batista de Andrade, 414 – Brás

Num misto de curiosidade e emoção, acessei o site São Paulo Minha Cidade, que meu irmão (Ricardo) indicou.

Qual não foi minha surpresa ao ler (de uma maneira fugaz) o nome da minha rua. Gente! Foi lá que nasci, cresci, casei!

Também estudei no Vera Cruz, G.E.R. Puiggari e 30 de outubro.

Quantas vezes percorri as redondezas de bicicleta, junto com minhas amigas, indo fazer pic-nic no parque D. Pedro II! E as nossas brincadeiras na rua, jogando queimada, tamborete, peteca, bola!

À noite, quando conseguia driblar a vigilância de meus pais, fugia para a casa da Teresinha para tocar a campainha dos vizinhos e mandar entregar pizza na casa de nossos inimigos e de algum garoto bonito. Quem fazia parte da gangue? Ora, era a Arlete, Eunice, Emília, Helenice, Marilene, Flora, Joana (espanhola), Maria Cecília, Maria Helena (essas duas últimas são primas do Domingos Ricardo).

Ah! A rua Prof. Batista de Andrade que linda e querida era ela! Quando acercava-se o mês de junho, começávamos a ensaiar a quadrilha um mês antes. Os moradores colocavam as cadeiras na calçada a nos observar e vigiar: creio que vibravam junto.

E quando passava a procissão?! É obvio que eu fazia parte dela. Só que tomava o cuidado de me posicionar no lado oposto, senão meu pai me puxava para dentro de casa.

Não tinha dez anos quando fiquei apaixonada pelo meu vizinho Chiquinho. Foram cinco anos de uma paixão avassaladora vivida só por mim. Quando ele se interessou eu já tinha desencanado desse amor não correspondido.

Engraçado, quando lembro da minha infância, mocidade, do meu trabalho, era sempre verão. Era um eterno suceder de dias azuis e felizes.

Já casada, quando vinha para o meu bairro visitar meus pais, o cheiro do gasômetro que havia no ar me emocionava e me fazia chorar.

Depois o metrô desapropriou a casa de meus pais e…essa é uma outra estória que fica, quem sabe, para uma outra vez.

E-mail do autor: [email protected]