Rua Moinho Velho

O que muita gente não sabe é que a Rua Moinho Velho da Freguesia do Ó, muito antigamente chamava-se Rua Brazaquaiaquara. Os pioneiros dessas ruas que antigamente era formada por chácaras foram: Gabriel Lourenço, Dona Mausina, João Gouveia, Sr. Hermínio entre outros.

Quem não se lembra do "buraco do sapo" que ficava no final da Rua Moinho Velho e João Cordeiro, e a Rua da Colônia alguém se lembra? Bar do Nino, armazém do Manuel das Cabeças, Armazém do Sr. João, o bar do Seu Zé, onde hoje é uma pizzaria do filho dele.

E a escola que tinha com o Seu Carlos tocando o sino manual, o postinho de polícia, que tinha o Piva. E o time de futebol chamado Cruzeiro, e mais tarde veio o Prelude, que quando ia jogar fora, íamos todos com o caminhão do Virgilio.

Também não podemos esquecer o Brasil FC da Vila América, hoje tem um time lá que se chama Danúbio. Quando criança lembro-me de ir aos domingos pela manhã assistir o jogo do Moinho Velho, onde hoje está localizada a Av. Edgar Faccó. Nesta avenida, tinha o Rio Verde que por incrível que pareça tinha peixinhos.

Antigamente existiam muitos campos de Futebol: Campo do Moinho Velho, Corinthinha e Independente. Jogavam os seguintes times nesses campos, Moinho Velho, Corinthinha do Piccinin, Fátima da Bonilha, Paineira, Portuguesinha, Independente, o Prelude, Comercial de Pirituba, Arsenal e Vasco da Gama da Bonilha, acho que não esqueci de ninguém.

Lembro-me que no time do Moinho Velho tinha o Gustão, Armandinho, Alemão, Ferrinho, Santo. No corinthinha tinha o Toninho “7” o Zécão. No Fátima o Nico, a Portuguesinha tinha o Cabrita… rss Também tinha uma quadra de futebol de salão no casarão do Sr. Miro, esquina da Moinho Velho e Jotacá, onde jogava o Tigre FS do João Gabriel, Zé Pequeno, Zé Roberto “rãzinha”, Zicão, Nelson.

A escola do bairro é a Mathias Ayres, e próximo o Ginásio Estadual do Piqueri hoje Augusto Ribeiro de Carvalho. Não esquecendo do bar do Fedota onde comprávamos sorvetes de gelo maravilhosos. Tempos esses que andávamos descalços, jogávamos bolinha, rodávamos pião, e todos os dias tirávamos rachão nos campos de terra existentes. Quem viveu essa época e quiser completar essa história, esteja à vontade, pois recordar é viver!

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